Neste domingo, 28 de janeiro, quem acompanha futebol a fundo sabe: é dia de parabenizar uma das presenças mais marcantes do esporte nos últimos 20 anos. Já cercado de glórias dentro de campo, com uma carreira respeitabilíssima, há muito entronizado como um dos grandes goleiros que já se viu na história, Gianluigi Buffon completa 40 anos. Obviamente, os cumprimentos pela data festiva já se avolumaram para o italiano nascido em Carrara – por exemplo, no Twitter eles vêm da federação italiana a Iker Casillas, colega de geração (e ele mesmo, outro dos símbolos do que é ser um guarda-valas). Porém, talvez nenhuma lembrança seja mais honrosa do que a encontrada por Buffon no banco de reservas, durante Chievo x Juventus, neste sábado, pelo Campeonato Italiano.

Em recuperação de lesão, o camisa 1 juventino ficou entre os suplentes no estádio Marc’Antonio Bentegodi, enquanto Wojciech Szczesny jogou pela equipe de Turim. Motivo de lamentação? Nenhum. Porque enquanto via os 90 minutos, Buffon encontrou em seu assento cartas de crianças, que já o parabenizavam por antecipação pelos 40 anos de idade. Flagrado durante a transmissão, o sorriso do goleiro deixava clara a satisfação pela surpresa. Depois, as cartas foram fotografadas, com frases como: “Muitas felicidades, campeão. Você é nosso ídolo, continue jogando e nos impressionando com suas defesas”.

Repita-se, razões não faltam para que Buffon seja reconhecido como um dos grandes arqueiros que o futebol já teve: a longevidade, o alto nível que historicamente demonstrou, os vários títulos pela Juventus, a simbologia que ostenta de um momento melhor da seleção italiana, a disposição em dar satisfações mesmo nos maus momentos (como o de novembro passado, com a primeira ausência da Azzurra nas Copas do Mundo em 60 anos). Mas as cartas lembraram uma razão que talvez supere todas essas: Buffon é, com poucas dúvidas, um exemplo de profissional para as crianças que escreveram as cartas. Talvez não haja presente maior para um futebolista que completa 40 anos. Talvez seja a maior prova de que, sim, valeram a pena todos os 23 anos de carreira.

(E certamente valem a pena vídeos como o que vai abaixo, com mais uma coletânea de defesas de “Gigi”, provando por que ele é tão valorizado pelo que faz dentro de campo)