Título consumado na Premier League, o Manchester City pisou no gramado do Estádio Etihad pela primeira vez como campeão. E jogou, de fato, como o melhor do país diante do pobre Swansea. Foi mais uma noite completamente dominante do time de Pep Guardiola, que botou os galeses na roda e aplicou uma goleada por 5 a 0. Resultado até barato pelo volume de jogo dos Citizens, que trocaram mais de mil passes ao longo dos 90 minutos (algo inédito na liga, e com um aproveitamento de 93%) e esbarraram nas boas defesas de Lukasz Fabianski, responsável por evitar um massacre maior. Já ao final, o espírito de júbilo possuiu a massa celeste nas arquibancadas. A taça ainda não foi entregue, mas houve uma invasão de campo imensa dos torcedores, prontos para comemorar a reconquista da Inglaterra.

O primeiro tempo foi um monólogo do Manchester City. O time acumulou 524 passes, um recorde desde que a estatística passou a ser computada na Premier League, em 2003/04. Ainda que os Citizens não tenham criado tantas oportunidades de gols, comparando com os 85% de posse de bola, conseguiram ser letais nas vezes em que chegaram. O primeiro gol saiu aos 12 minutos, em lance bem trabalhado. De Bruyne enfiou a bola para Raheem Sterling, que passou para David Silva dominar e chutar cruzado. Quatro minutos depois, o espanhol também participou da construção do segundo tento. Abriu com Fabian Delph na ponta esquerda e o inglês cruzou na medida para Sterling escorar livre na pequena área. Além disso, Fabianski teve duas boas intervenções.

O Manchester City voltou mais agressivo para o segundo tempo. Não teve tanta posse de bola (embora quase tenha beirado os 500 passes de novo) e arriscava muito mais. Pouco a pouco, colheu gols. O terceiro seria o melhor deles. De Bruyne recebeu pelo lado direito e resolveu experimentar a sapatada. Anotou uma pintura, mandando a bola no ângulo oposto de Fabianski, sem qualquer chance de defesa. Já aos 18, o árbitro assinalou pênalti para os celestes. Por mais que Gabriel Jesus tenha cobrado razoavelmente bem, Fabianski foi buscar no cantinho. A bola ainda bateu na trave, mas voltou a Bernardo Silva, que puniu o polonês com o quarto tento.

Guardiola aproveitou o tempo restante para realizar mudanças. Colocou o velho ídolo Yaya Touré, para alguns minutos. E também o recuperado Benjamin Mendy, muito aplaudido, após a séria lesão que o afastou do time durante boa parte da temporada. Gabriel Jesus era o mais disposto a se redimir. Parou em nova defesa de Fabianski, mas acabaria fechando a conta aos 43, graças a presentaço de Touré. O marfinense brindou o brasileiro com sua maestria, com cruzamento precioso para que o atacante completasse de cabeça. Comemoração completa, que terminou com a invasão de campo dos torcedores. O capitão Kompany e o próprio Mendy estavam entre os mais festejados. E quando os jogadores se retiraram, a torcida celeste permaneceu no gramado por mais um bom tempo, cantando aos campeões em frente ao túnel de acesso aos vestiários.

O Manchester City soma 90 pontos na Premier League. Restando quatro rodadas, as chances de quebrar os recordes do Chelsea campeão em 2004/05 são enormes. Falta uma vitória para igualar a marca de 30 triunfos dos Blues de Mourinho e os 95 pontos daquele esquadrão parecem barbada, com a inédita contagem centenária se tornando bastante palpável. Já no número de gols, são 98 para os Citizens, a cinco de alcançar o recorde do Chelsea campeão em 2009/10. Detalhes que ressaltam uma supremacia rara. Uma supremacia que tornou o Swansea uma das principais vítimas. Quatro pontos acima da zona de rebaixamento, os galeses fazem as contas para evitar os riscos.