Alex Oxlade-Chamberlain estava convocado para a Copa do Mundo de 2014. Em um amistoso de preparação contra o Equador,  sofreu uma lesão no ligamento do joelho. O técnico Roy Hodgson acreditou na recuperação do então jogador do Arsenal e o levou para o Brasil. Mas Chamberlain não disputou as primeiras partidas, contra Itália e Uruguai, e sofreu uma recaída durante os treinamentos que também o deixou de fora do jogo final, contra a Costa Rica. 

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Em 2016, Chamberlain sofreu outra lesão no joelho. Ficou dois meses no estaleiro. Retornou aos treinamentos no começo de maio, mas seu corpo passou por uma nova recaída. Ainda estava no Arsenal. Arsène Wenger anunciou que ele ficaria de seis a oito semanas afastado. E que não havia chance de disputar a Eurocopa da França. E ele de fato não a disputou. 

Chamberlain, mais uma vez, estava no radar da seleção inglesa para uma grande competição. Provavelmente seria titular na Copa do Mundo da Rússia. Mas, na última terça-feira, aos 18 minutos da vitória do Liverpool por 5 a 2 sobre a Roma, precisou ser substituído por Wijnaldum. Os exames detectaram lesão no ligamento do joelho, sempre o maldito joelho. E Chamberlain está fora da temporada por clube e país. Não disputa a final da Champions, se os Reds chegarem lá, nem o Mundial russo. 

Este último corte é o mais cruel de todos porque Chamberlain passa pela fase mais madura da carreira. Ninguém entendeu por que o Liverpool desembolsou quase € 40 milhões para tirá-lo do Arsenal. As primeiras atuações foram pouco promissoras, praticamente errando tudo que tentava. Melhorou muito na segunda metade da temporada, quando foi deslocado dos lados e se firmou como meia-central, aproveitando as lesões de Emre Can e Adam Lallana para ganhar oportunidades. 

Chamberlain foi titular nos dois jogos das quartas de final contra o Manchester City e coroou sua fase com um golaço na vitória por 3 a 0, em Anfield. Começou jogando contra a Roma, à frente de Wijnaldum, e fazia partida segura até sair por lesão. Ele também estava com moral na seleção inglesa. Primeira escolha em quatro das últimas seis partidas das Eliminatórias e nos dois últimos amistosos, contra Holanda e Itália, formando o meio-campo com Henderson e Lingard.

A notícia é péssima para Gareth Southgate, que havia encontrado uma formação de meio-campo que lhe agradava. Horrível para Jurgen Klopp, praticamente sem meias reservas para os últimos jogos da temporada. E pior ainda para Chamberlain, que mais uma vez terá que assistir a uma grande competição internacional pelo lado de fora.