Desde que assumiu a Igreja Católica, o Papa Francisco tem dado algumas declarações bem interessantes e coerentes, principalmente tentando abrir a cabeça dos fiéis para a aceitação dos homossexuais. E a clareza de pensamento do argentino parece se estender ao futebol. O torcedor do San Lorenzo recebeu os elencos de Fiorentina e Napoli no Vaticano, as duas equipes que decidem a Copa Itália no próximo sábado.

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E falou de dois pontos muito interessantes. O pontífice não chegou a criticar a geração cada vez maior de dinheiro por parte do futebol, mas deu uma bronquinha. Não quer que o jogo que ama desde criança seja contaminado pelos interesses econômicos. Ele precisa continuar puramente esportivo.

“Atualmente, o futebol é um grande negócio, publicitário e televisivo, mas os fatores econômicos nunca podem prevalecer sobre os esportivos, sob o risco de contaminar tudo. O futebol tem uma responsabilidade social. Na Itália, Argentina e em outros países. É um fator social e exige uma responsabilidade da parte dos jogadores, dentro e fora de campo, e dos dirigentes.”

Lembrou que os jogadores são um exemplo para as crianças, o que não quer dizer, com o perdão do trocadilho, que eles precisam ser santos, mas sempre ter em mente a responsabilidade de tratar os jovens torcedores com atenção e tentar não passar a imagem errada das coisas.

“Vocês são o centro das atenções e muitos dos seus admiradores são jovens e crianças. Levem isso em conta, que o modo como vocês se comportam ganha ressonância, para o bem e para o mal. Tentem ser sempre verdadeiramente esportivos porque o esporte tem um forte valor educacional para o desenvolvimento das pessoas: pessoal, da harmonia de corpo e espírito e evolução social, na solidariedade, lealdade e respeito. Que o futebol possa sempre desenvolver esse potencial.”

Se a Igreja Católica, como entidade, continua excessivamente conservadora em alguns aspectos, ao menos tem um líder que sabe o que está falando. 

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