O Everton não está entre os times que mais chamam a atenção na milionária Premier League. Tem uma história vitoriosa, sendo o quarto maior vencedor da primeira divisão, com nove títulos, atrás apenas dos gigantes Manchester United (20), Liverpool (18) e Arsenal (13). Na atual Premier League, que tem Liverpool, Manchester City, Chelsea e Arsenal como primeiros colocados. O quinto colocado é o Everton, à frente de times como Manchester United e Tottenham, mais ricos e teoricamente mais fortes. A teoria aceita tudo. A prática, em campo, tem mostrado um time do Everton forte, consistente e que protagoniza um futebol muito atrativo. Foi assim neste domingo, na vitória por 3 a 1 sobre o Fulham, fora de casa, que deixa o time a quatro pontos do Arsenal, quarto colocado, e com um jogo a menos.

O time se impôs diante de um adversário que tem sofrido muito, brigando contra o rebaixamento, mas cada vez mais afundado na lanterna da Premier League. O Everton teve 62% de posse de bola, mas isso não foi suficiente para não sofrer. Jogando no Craven Cottage, o Fulham teve em Lewis Holtby seu principal jogador, organizando suas jogadas ofensivas e causando problemas.

Do lado dos Toffees, o destaque no início do jogo foi o espanhol Deulofeu, emprestado pelo Barcelona, que causou preocupação ao Fulham como ponta direita. Barkley, pelo meio, era a esperança na armação, mas não fez uma grande partida. Quem se destacou foi Romelu Lukaku, que conseguiu fazer bem o papel de centroavante e também armar jogadas para os companheiros, recebendo a bola e fazendo o papel de pivô. Ele foi o melhor do Everton, mesmo sem marcar seu gol.

Gols que só vieram no segundo tempo, graças às mudanças do técnico Roberto Martínez. As três alterações feitas pelo espanhol foram decisivas, com as entradas de Kevin Mirallas, Steven Naismith e Aiden McGeady. Aos cinco minutos, depois de escanteio de Leighton Baines e rebote da defesa do Fulham, Naismith chutou, mas foi o goleiro Stockdale que colocou para dentro. Ou, ao menos foi isso que a Premier League entendeu. O empate do Fulham veio em um chutaço de Ashkan Dejagah, aos 26 minutos, de fora da área.

Foi aí que começou um roteiro que o Everton tem gostado de repetir: emoções nos minutos finais. Aiden McGeady fez um belo passe no meio da defesa para Mirallas, que recebeu pelo meio e finalizou bem. O terceiro gol saiu de um lance controverso, com Leighton Baines recebeu impedido, cruzou rasteiro para Naismith completar para o gol, já aos 41 minutos. Sim, nos três gols, participação de ao menos um dos jogadores que vieram do banco.

O Everton é um candidato sério a vaga na Liga dos Campeões. São apenas quatro pontos de diferença para o último time da zona de classificação, o Arsenal, que tem 64 pontos. Com a vantagem de ter um jogo a menos. Só que os adversários são difíceis daqui até o final do campeonato. São sete jogos até o final: Arsenal, Sunderland, Crystal Palace, Manchester United, Southampton, Manchester City e Hull. O que o Everton tem mostrado é que se esses adversários serão difíceis para o Everton, o Everton será um adversário difícil para todos esses também. Arsenal e Manchester City que se cuidem.