Que os ingleses não deem tanta importância à Liga Europa, especialmente aqueles que entram na fase de grupos, o Everton tem caprichado no vexame. E não dá nem para dizer que os Toffees ignoram a competição. É a fase do time de Ronald Koeman que está realmente péssima, beirando a zona de rebaixamento na Premier League e dando vexame no torneio continental. Outra vez, a equipe teve uma atuação frouxa, com dificuldades na ligação e na criação. Acabou apenas empatando em casa com o pequenino Apollon Limassol, que saiu em vantagem e ainda buscou a igualdade por 2 a 2 quando tinha um jogador a menos, após expulsão. O Everton é o primeiro clube inglês na história da fase de grupos da Liga Europa a somar apenas um ponto nas duas primeiras rodadas.

O desastre no Goodison Park não demorou a se desenhar. Depois de uma pixotada da defesa, Adrián Sardinero apareceu para arrematar dentro da área, aos 13. Embora não estivesse com o time completo, o Everton contava com algumas de suas estrelas. E o empate saiu aos 21, em outra falha bisonha, que deixou Wayne Rooney com a meta escancarada ao seu prazer. Para o segundo tempo, Koeman mandou a campo Nikola Vlasic e o jovem deu outro ânimo aos Toffees, virando aos 21, após assistência de Gylfi Sigurdsson – sua primeira pelo clube.

Quando a vitória magra parecia encaminhada, especialmente após a expulsão de Valentin Roberge, o Apollon arrancou o empate. A defesa parou após bola levantada pelo português João Pedro. Héctor Yuste teve liberdade e completou de cabeça. Com um a mais, os ingleses ainda tentaram partir para o abafa, mas chegaram a perder uma excelente chance na pequena área. Não era a noite deles.

A tabela do Everton no início da Premier League foi bem difícil, mas o time dá poucos sinais de recuperação. Conquistou uma vitória sobre o Bournemouth na bacia das almas durante a última rodada, sabendo que precisa emendar uma sequência consistente. O novo tropeço na Liga Europa freia as expectativas. Depois do baile sofrido contra a Atalanta na Itália, a vitória contra o rival mais fraco do grupo, em casa, era mais do que obrigação. Não aconteceu. E os Toffees sabem que o nível de exigência volta a aumentar nos embates com o Lyon. O mercado de transferências movimentado não se justifica quando falta um coletivo que faça as peças funcionar. Enquanto isso, a equipe se afunda na própria ineficiência, esperando uma mudança de rumos que talvez demore a vir.