Na última meia-hora contra o Chelsea, na última quarta-feira, o Huddersfield segurou o empate por 1 a 1 e conseguiu o ponto que precisava para se manter na Premier League. No processo, porém, quase perdeu o seu torcedor mais ilustre – e o mundo do cinema, um dos seus atores mais queridos. Patrick Stewart, um fanático apaixonado pelos Terriers, testou a saúde dos seus 77 anos enquanto assistia aos Blues pressionarem o Huddersfield incessantemente. 

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A partida inteira teve uma dinâmica de ataque contra defesa, mas, nos minutos finais, o Huddersfield mal saiu do seu campo de defesa e conseguiu apenas resistir ao Chelsea. O goleiro Lossl descolou uma linda defesa em cabeçada de Christensen para garantir o pontinho que os Terriers precisavam para se salvar da queda.

“A meia hora do fim, eu achei que não aguentaria mais”, disse Stewart, à ITV. “Eu tinha dores no peito. Não conseguia respirar. Eu tentava respirar profundamente o tempo inteiro. Eu realmente não queria estragar aquela noite tendo um ataque cardíaco. Eu arruinaria tudo”. 

Stewart e um amigo tinham uma estratégia: dividiram o jogo em intervalos de cinco minutos. O problema é que um jogo de futebol de uma hora e meia significam muitos intervalos de cinco minutos.  “Depois de cinco minutos do primeiro tempo, falamos: cinco minutos, resistimos cinco minutos”, lembrou. “O nosso medo era que eles nos atingissem logo no começo e levássemos um, dois, três. Esse era o terror da noite. E não aconteceu por causa da organização e do planejamento do time”. 

O professor Xavier ficou fascinado com a cera do goleiro Lossl, que levou cartão amarelo por retardar um tiro de meta aos 43 minutos do segundo tempo. “Nosso goleiro estava matando tempo. E foi escancarado. Ele só ficou em pé segurando a bola, como se fosse a hora do chá. E levou amarelo. E depois do amarelo, continuou em pé só segurando a bola”, riu. “Nós não saímos do nosso próprio campo. Eles tiveram 78% ou 79% de posse de bola. Isso faz com o que o jogo pareça terrível, e talvez tenha sido terrível para um observador neutro, mas, sendo um torcedor apaixonado, sabendo o que estava em jogo, com o Arsenal no domingo, precisávamos deste ponto”. 

Stewart guardou para o fim palavras de elogio para David Wagner, o técnico do Huddersfield. “Sem ele, isso simplesmente não teria acontecido. Sua atitude, métodos, organização. Ele não grita, você pode ver que ama esses jogadores. Ele aplaude as menores coisas que eles fazem bem”, encerrou.