Neymar reclamando 169

Neymar não convenceu os países relevantes, mas está quase lá

Neymar ficou em quinto na Bola de Ouro que a Fifa e a revista France Football entregaram nesta segunda-feira, mas digamos que ele ainda não convenceu os países mais importantes do futebol. A maioria dos seus votos veio de nações periféricas, algumas médias e outras completamente irrelevantes.

O eleitor mais representativo que se lembrou dele foi o capitão da Argentina, que o colocou em terceiro lugar. Como o capitão da Argentina é Lionel Messi, que só mencionou jogadores do Barcelona, os méritos desse voto precisam ser muito relativizados. Coreia do Sul, Austrália, México, Grécia e Ucrânia, seleções médias, também votaram em Neymar, mas nunca em primeiro lugar.

Sabe-se lá por que, mas Neymar é popular em países que são ilhas. Ele ficou em primeiro lugar na lista de 11 representantes do pleito, de oito países diferentes, cinco deles ilhas: Brunei, Filipinas, Ilhas Salomão, Vanuatu e Dominica. Ele também é muito querido em Cuba, cujo capitão e técnico votaram nele.

Neymar teve 3,17% dos votos e ficou atrás de Zlatan Ibrahimovic (5,29%), Franck Ribéry (23,36%), Lionel Messi (24,72%) e o vencedor  Cristiano Ronaldo (27,99%). O brasileiro, ousado e alegre, é um fenômeno do marketing e suas atuações na Copa das Confederações e no começo da passagem pelo Barcelona ajudaram a promovê-lo mundialmente, mas ainda não convenceram quem mais entende de futebol. Por enquanto.

Veja quem votou em Neymar

Capitães

Em terceiro lugar:
Samoa Americana – Tala Rafe Luvu
Anguilla – Girdon Connor
Argentina – Lionel Messi
Cuba – Odelín Molina
Curaçao – Jurensley Martina
Gambia – Mustapha Jarju
Malásia – Safiq Rahim

Em segundo lugar:
Austrália – Lucas O’Neil
Congo – Kévine Andzouana
República Democrática do Congo - Youssouf Mulumbu
Libéria – Solomon Wesseh
Nova Zelândia – Winston Reid
Somália – Yasin Egal
Sri Lanka – Thilina Bandara
Emirados Árabes – Ismail Matar

Em primeiro lugar: 
Brunei –  Adi Said
Coreia do Norte – Jang Song-Hyok
Filipinas – Emelio Caligdong
Ilhas Salomão – Henry Farodo Junior
Vanuatu – Robert Yelou

Técnicos

Em terceiro lugar:
Samoa Americana – Uinifareti Aliva
Anguilla – Colin Johnson
Taiwan – Chen Kuei-Jen
República Democrática do Congo - Ndjela Muntubile Santos
Costa Rica – Jorge Pinto
Cuba – Walter Benítez
Etiópia – Sewnet Bishaw Woube
Gambia – Peter Bonu Johnson
Coreia do Sul – Hong Myung-Bo
San Marino – Giampaolo Mazza
África do Sul – Gordon Igesung
Taiti – Eddy Etaeta

Em segundo lugar:
Austrália – Ange Postecoglou
Ilhas Cayman – Marcos Tinoco
Curaçao – Alberto Ludwig
Coreia do Norte – Yun Jong-Su
Kuwait – Jorvan Vieira
Madagascar – Franck Rajaonarisamba
Ilhas Maurício –  Akbar Ebrahim Patel
Nova Zelândia – Ricky Herbert
Somália – Farayare Abdulle
Ilhas Virgens – Eustace Bailey

Em primeiro lugar:
Brunei – Kwon Oh-Son
Dominica – Ronnie Gustarve
Solomon Islands – Jacob Moli
Vanuatu – Percy Avock

Jornalistas

Em terceiro lugar:
Albânia – Besnik Dizdari
Bahamas – Sheldon  Longley
Ilhas Cayman – Ron Shillingford
Costa Rica – Rodrigo Calvo Castro
Gabão – Angelo Loundou James
México – Salvador Aguilera
Seychelles – Gérard Govinden
Cingapura – Gary  Lim
Coreia do Sul – Kim Hanseok
Sri Lanka – Asoka Goonetilleke
Trinidad e Tobago – Lasana Liburd
Uganda – Fredrick Musisi Kiyingi

Em segundo lugar:
Belize – Ruben Morales Iglesias
Curaçao – Nino Dunker
Grécia – Manos Staramopoulos
Quirguistão – Pavel Louzanov
Ucrânia – Igor Linnyk

Em primeiro lugar:
Eritrea – Michael  Seium
Suazilândia – Dlamini Kenneth