Havia certo clamor popular, notícias todas as semanas. A boa temporada dos veteranos na Serie A fazia com que muitos deles fossem sugeridos à seleção italiana, principalmente para o ataque. Francesco Totti era o principal nome, mas também havia que defendesse Luca Toni e Antonio Di Natale. Cesare Prandelli também demonstrava alguma simpatia por Alberto Gilardino e Pablo Osvaldo, seguidamente convocados. Nenhum deles disputará a Copa do Mundo pela Azzurra. O treinador optou por sangue novo em sua pré-lista com 30 nomes.

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Para não dizer que os veteranos ficaram totalmente de fora da linha de frente da Itália, Antonio Cassano ganhou nova oportunidade. Prêmio para a forma como liderou a ótima campanha do Parma e também a sua versatilidade. Giuseppe Rossi foi mantido como a grande aposta, apesar dos seguidos problemas físicos. Prandelli sabe que, se estiver em forma, o atacante da Fiorentina pode fazer a diferença no time. Já Mario Balotelli ganha mais um voto de confiança, depois de uma temporada apenas mediana e, outra vez, problemas que não se limitavam apenas ao que produzia em campo.

No mais, sangue novo. Alessio Cerci não é exatamente uma cara nova na seleção, mas talvez seja o principal nome entre os jogadores que garantem um maior dinamismo ao ataque. Segue acompanhado por Lorenzo Insigne, Mattia Destro e Ciro Immobile, jovens que vêm de ótimos desempenhos no Campeonato Italiano. Mais do que o futuro da Azzurra, também são o presente pela gama de possibilidades que podem dar ao treinador na montagem do time, bem mais do que os veteranos. É provável que um ou dois deles fiquem de fora do Mundial. A chance, no entanto, já demonstra a abertura no elenco. Além disso, a boa fase contou muito, como também demonstra a ausência de Stephan El Shaarawy, mal no Milan.

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O ataque é o principal foco da Itália, pois é no setor que estão as maiores carências e também as maiores dúvidas. Nos outros setores, a Azzurra segue bastante forte. Alguns até ganharam chances, como o brasileiro Rômulo e Marco Parolo, no meio-campo, ou Matteo Darmian e Andrea Ranocchia, na defesa. Mas é difícil crer que apareça uma surpresa em posições dominadas por veteranos como Chiellini, Barzagli, Montolivo e Marchisio. No máximo, alguns jovens que já mostraram serviço na seleção, como Marco Verrati, Mattia De Sciglio ou Gabriel Paletta. E a única ausência um pouco mais notável foi a de Emanuele Giaccherini, que não fez por justificar seu espaço nem mesmo no Sunderland.

Gianluigi Buffon e Andrea Pirlo chegam à Copa como os líderes da seleção italiana. Os dois únicos remanescentes do time titular que conquistou o Mundial em 2006, com qualidades inegáveis e vasta experiência – o goleiro participará da competição pela quinta vez, igualando os recordes de Lothar Matthäus e Antonio Carbajal. Ambos servirão de exemplo: o nome é importante para ter vaga na equipe, mas a boa fase conta bem mais. Pilares de um time que, pelo menos no papel, tem força para ir longe no torneio.

Confira a lista de 30 jogadores pré-convocados pela Azzurra

Goleiros: Gianluigi Buffon (Juventus), Salvatore Sirigu (Paris Saint-Germain), Mattia Perin (Genoa)

Defensores: Andrea Barzagli (Juventus), Leonardo Bonucci (Juventus), Giorgio Chiellini (Juventus), Gabriel Paletta (Parma), Andrea Ranocchia (Internazionale), Ignazio Abate (Milan), Mattia De Sciglio (Milan), Christian Maggio (Napoli), Matteo Darmian (Torino), Manuel Pasqual (Fiorentina)

Meio-campistas: Andrea Pirlo (Juventus), Claudio Marchisio (Juventus), Thiago Motta (Paris Saint-Germain), Marco Verratti (Paris Saint-Germain), Riccardo Montolivo (Milan), Daniele De Rossi (Roma), Antonio Candreva (Lazio), Marco Parolo (Parma), Alberto Aquilani (Fiorentina), Rômulo (Verona)

Atacantes: Mario Balotelli (Milan), Antonio Cassano (Parma), Alessio Cerci (Torino), Ciro Immobile (Torino), Giuseppe Rossi (Fiorentina), Mattia Destro (Roma), Lorenzo Insigne (Napoli)