Vincenzo Montella começou a sua trajetória no Sevilla tomando uma pedrada na cabeça, ao sofrer a histórica goleada no clássico contra o Betis dentro do Ramón Sánchez Pizjuán. A recuperação, no entanto, tem sido rápida ao italiano e aos rojiblancos. Em duelo entre times com bom histórico recente nos mata-matas, os andaluzes terminaram por eliminar o Atlético de Madrid na Copa do Rei. Depois da marcante vitória no Wanda Metropolitano, os sevillistas voltaram a comemorar nesta terça, consumando a passagem às semifinais com novo triunfo. Apesar das expectativas de uma reação dos colchoneros, os anfitriões fecharam o caixão no Nervión com 3 a 1 no placar.

Um passo à frente no duelo, o Sevilla deu mais um com apenas 25 segundos de partida. O Atlético teve a saída de bola e permitiu um contra-ataque bastante precoce aos anfitriões. Na conclusão, Sergio Escudero abriu o placar, emendando cruzamento para as redes. Os colchoneros, ao menos, não demoraram a reagir. E o empate saiu através de um golaço. Kevin Gameiro ajeitou de peito, Antoine Griezmann dominou com estilo e arriscou do meio da rua para encobrir o goleiro Sergio Rico.

Sem conseguir aproveitar as chances, o Atleti viu suas esperanças ruírem na segunda etapa. O Sevilla retomou a vantagem logo nos primeiros minutos, em pênalti cobrado por Ever Banega. Por fim, a festa se completou aos 33, em mais um contragolpe dos anfitriões. Franco Vázquez deu ótimo lançamento para Pablo Sarabia, explorando uma avenida no lado esquerdo da defesa – escalada com três homens. O camisa 17 fintou Diego Godín e bateu rasteiro, no canto de Moyà.

O resultado serve para revigorar a reta final de temporada do Sevilla. Depois do trabalho insatisfatório de Eduardo Berizzo, ainda há uma lavoura ampla não só para salvar, como também para colher os frutos. Na Liga, o time segue na perseguição por uma das vagas na Liga dos Campeões, embora a missão seja difícil. As fichas deverão ser apostadas mesmo nas copas, com a Liga Europa e a semifinal da Copa do Rei no horizonte. Já o Atlético de Madrid tem mais um questionamento, por mais que a campanha no Espanhol seja boa. A maneira como os andaluzes dominaram os confrontos mostra como há arestas a se aparar. Parte da magia colchonera que manteve o sucesso de Diego Simeone nos últimos anos tem sofrido um pouco mais a aparecer, e isso se sente nas eliminações recentes.