A Liga Europa conheceu seus semifinalistas nesta quinta-feira. E já sabe que, pelo quinto ano consecutivo, terá ao menos um clube da Península Ibérica na decisão. Enquanto o Benfica confirmou seu favoritismo, Valencia e Sevilla conquistaram vitórias categóricas – e, no caso dos valencianos, também milagrosa. Três equipes embaladas na competição, que terão seu maior desafio justamente contra o forasteiro: a Juventus, que tem elenco para estar na semifinal da Liga dos Campeões, mas, depois da eliminação vexatória, parece ter sede pelo quarto título na segunda competição mais importante da Europa – e com a vantagem de jogar a decisão justamente em seu estádio.

O domínio dos ibéricos desde que a Copa da Uefa se tornou Liga Europa é evidente. São seis finalistas e três campeões em quatro edições – as exceções são o Chelsea, que ficou com a taça na última temporada, e o Fulham, vice em 2009/10. E o interesse dos clubes da região no torneio continental parece óbvio. É a chance dos portugueses se sagrarem campeões continentais, a não ser que esperem outro milagre como o do Porto em 2004. Assim como a válvula de escape para os médios espanhóis, que não conseguem competir com os grandes nem na Copa do Rei. Aliás, pode ser até mesmo que o desempenho do Atlético de Madrid, em ascensão desde a conquista da LE em 2012, sirva de inspiração.

O fato é que o desempenho dos clubes na Liga Europa acaba sendo decisivo para que Espanha e Portugal mantenham boas posições no Ranking da Uefa. E por isso mesmo que os italianos deveriam torcer em conjunto para a Juventus. Em um momento no qual os portugueses ameaçam passá-los no ranking (em uma mudança de posições que não significa perda de vagas nas competições continentais, diga-se), o título da Juventus serviria para que a Itália não perdesse ainda mais terreno.

Com o tricampeonato da Serie A praticamente nas mãos, a Juventus deverá dedicar bastante atenção aos três jogos finais da Liga Europa. E, claramente dona do melhor time entre os semifinalistas, é a favorita. Mas não deve menosprezar seus rivais. O Benfica tenta se refazer do trauma do ‘tri vice’ na temporada passada buscando um título continental, o que não acontece desde os tempos de Eusébio – e que seria uma ótima homenagem póstuma ao craque. O Sevilla vem embalado no segundo semestre e busca o terceiro título no torneio. Já o Valencia, depois de anos de crise, quer um lampejo de grandeza. Quatro clubes de camisa, que prometem uma final de respeito para Turim, no dia 14 de maio.

Abaixo, um resumo dos quatro jogos desta quinta:

Italy Soccer Europa League

Juventus 2×1 Lyon – Depois de vencer a ida, os italianos puderam levar a partida em Turim sem sobressaltos. Pirlo abriu o placar em um “previsível” golaço de falta, após Tevez ser derrubado na entrada da área. Briand até ameaçou ao empatar, mas no segundo tempo o gol contra de Umtiti definiu a parada a favor dos bianconeri.

Benfica 2×0 AZ – Não havia dúvidas de que o Benfica era muito mais time do que o AZ. E os encarnados precisaram que dois jogadores confirmassem a passagem, depois do triunfo por 1 a 0 na Holanda. Dois gols de Rodrigo, depois de duas assistências de Eduardo Salvio.

Sevilla 4×1 Porto – Os portistas tinham esperanças da classificação depois da vitória por 1 a 0 no Estádio do Dragão. Mas a casa caiu rápido demais. Em meia hora, o Sevilla já abria três tentos de vantagem, com Rakitic, Vitolo e Bacca. Uma goleada complementada por Gameiro, ratificando a força ofensiva dos andaluzes. No fim, Quaresma descontou.

Valencia 5×0 Basel – A partida mais emocionante desta Liga Europa. O Basel parecia já garantido, depois de anotar 3 a 0 na Suíça. Porém, os Ches demonstraram uma força sobrenatural no Mestalla. Paco Alcácer marcou dois gols e Eduardo Vargas fez outro, levando o jogo na prorrogação. E depois de duas expulsões entre os suíços, Paco Alcácer completou seu triplete, enquanto Bernat deu o golpe final. Noite mágica para os valencianos e para Alcácer, de 20 anos, que ganha ainda mais moral como promessa do clube.