Georgios Samaras é um jogador que causa divergências. Há quem odeie. Mas também existe quem adore. Não é tão difícil ter motivos para achincalhar o atacante grego. A própria forma como se porta em campo já é indício para que muitos chiem. A deficiência no domínio vez ou outra, a falta de pontaria em alguns dos poucos chutes que tenta, os recursos escassos que muitas vezes são evidentes. Samaras é um grosso, sim. O melhor jogador grosso do mundo.

Japão 0×0 Grécia: Samurais Azuis tiveram a bola, mas não souberam o que fazer com ela

Afinal, o camisa 7 possui seu talento pouco lapidado. Os seus lampejos. Um drible aqui, um lance de efeito acolá. Até gol de bicicleta tem no currículo. Não são esses momentos, porém, que tornam Samaras ídolo do Celtic e intocável na seleção grega. É pela forma como se dedica dentro de campo. Sendo um bom marcador mesmo atuando no ataque, entrando firme a cada dividida, correndo atrás de cada bola. E também por sua inteligência dentro de campo.

Samaras quase marcou em Natal o gol que Pelé não fez no México, em 1970. A origem da jogada foi diferente, mas intenção foi a mesma. Viu o goleiro mal posicionado e tentou marcar do círculo central. O pé não ajudou. Afinal, o futebol não é feito só de craques, de gênios como Pelé. Samaras sabe disso. É usando a inteligência, e não o talento escasso, que o atacante grego consegue se manter no topo, mesmo sendo grosso. Um ótimo grosso.