A Colômbia busca o maior momento da história de sua seleção. Por mais que aqueles 5 a 0 sobre a Argentina no Monumental de Núñez tenham coroado uma geração de craques, vencer o Brasil dentro de casa em uma Copa do Mundo, que seja nos pênaltis, marcará bem mais os Cafeteros. Motivo de mobilização total do país para se vidrar no jogo. Tanto que o presidente Juan Manuel Santos decretou que a tarde desta sexta é feriado nacional na Colômbia.

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É uma decisão demagógica, é verdade, mas que não deixa de ser comemorada pelos funcionários públicos do país. Santos estabeleceu a “tarde cívica” que irá beneficiar cerca de 700 mil empregados do governo – algo que, inclusive, costuma ser o padrão em qualquer jogo do Brasil. No setor privado, ela não é obrigatória, assim como em níveis menores da esfera pública colombiana, que ficam sujeitos às próprias decisões – mas algumas regiões já abraçaram a ideia. Além disso, os setores de segurança e saúde terão que manter parte do expediente.

“Vamos dar o apoio a nossa seleção, vê-la ganhar na próxima sexta-feira no Brasil. Será uma partida histórica e vamos acompanhar a Colômbia”, afirmou Santos, que irá ao Castelão assistir ao jogo de uma tribuna de honra.

A Colômbia sabe que viverá um dia histórico, ganhando ou perdendo. Já quer se antecipar à comoção nacional que acontecerá depois do jogo, independente do resultado. Porque, por mais trágica que possa ser a eliminação dos cafeteros, é difícil de imaginar que não haja uma enorme recepção aos jogadores colombianos. Pela festa que a torcida já fez no Brasil e pelas expectativas mais do que cumpridas, será um grande momento.