Britain Soccer Premier League

O Liverpool deu aula de como explorar uma fragilidade do adversário, e por isso goleou

O placar aponta para uma lavada. Apesar do pé de igualdade que o clássico poderia sugerir, o Liverpool passou por cima do Everton em Anfield. Vitória por 4 a 0, a maior aplicada pelos Reds desde 1982. No entanto, ao contrário do que possa se pensar, a goleada não corresponde a um massacre da equipe de Brendan Rodgers. Ela diz muito mais sobre o show de eficiência e solidez defensiva durante os 90 minutos, diante de um rival que os atacou tanto quanto.

Os números ajudam a dimensionar bem esse equilíbrio. O Liverpool finalizou 20 vezes, contra 18 do Everton. E os Toffees foram muito mais presentes no ataque. Com 61% da posse de bola, o time de Roberto Martínez deu 160 passes no terço ofensivo do campo, quase o dobro dos 82 dos Reds. Uma pressão que, pior do que inútil, foi a chave para a vitória do time da casa. Basta ver os gols para se perceber isso.

Exceção feita ao primeiro, uma cabeçada certeira de Gerrard completando escanteio, todos os outros tentos vieram em lances de velocidade do ataque do Liverpool – e também de espaços demais deixados pelos Toffees. O posicionamento adiantado do Everton, com a linha defensiva muito adiantada, foi a festa para os anfitriões. Assim nasceram os dois gols de Sturridge, o de Luis Suárez e também o pênalti que Sterling sofreu, antes de ser isolado por Sturridge.

Já atrás, o Liverpool demonstrou um trabalho coletivo praticamente perfeito. Mesmo com o Everton rondando insistentemente a sua área, os Reds não abaixaram a guarda. Dos 18 chutes dos rivais, oito foram bloqueados e somente quatro foram na direção da meta de Simon Mignolet, todos defendidos. A equipe da casa ainda afastou 43 bolas em seu campo defensivo, quase uma a cada dois minutos.

De um jogo em que poderia ter sido ultrapassado pelos arqui-inimigos se perdesse, o Liverpool consolidou sua posição no Top Four e ainda ficou a seis pontos do líder Arsenal, que empatou com o Southampton fora de casa. Méritos da eficiência de todo o time. E também da inteligência de Brendan Rodgers, que não só aproveitou das forças de seu time como também explorou as fraquezas do Everton.

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