Os clubes que criaram a Primeira Liga não deram muita bola para ela nesta temporada. Escalaram equipes reservas e ninguém ficou particularmente triste de ser eliminado. O Londrina levou a sério. E, mesmo perdendo a semifinal para o Cruzeiro até os 36 minutos do segundo tempo, buscou forças para empatar e, nos pênaltis, levou a vaga para encarar o Atlético Mineiro na decisão do torneio.

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O Londrina passou em primeiro lugar no seu grupo, que tinha Paraná, Figueirense e Avaí, e enfrentou um Fluminense misto nas quartas de final. Ganhou por 2 a 0. Na semi, mediu forças com um Cruzeiro que também poupou a maioria dos seus principais jogadores. O clube paranaense nada tem a ver com as escolhas dos seus adversários. Foi a campo e conquistou uma classificação para ficar gravada na memória dos torcedores, pelo grande jogo contra a Raposa, pela luta e pelas defesas do goleiro César, em um estádio do Café com 17 mil pessoas.

O Cruzeiro abriu o placar na metade do primeiro tempo. Depois de Bryan mandar uma bomba da intermediária, bem defendida por César, Rafinha cobrou escanteio na primeira trave e Lucas Silva apareceu para desviar com uma esperta cabeçada. Em cobrança de falta, Carlos Henrique tirou tinta do travessão e assustou o goleiro Rafael.

O Londrina terminou a primeira etapa pressionando. Rômulo exigiu uma bela defesa do goleirão do Cruzeiro, com um chute de muito longe. Edson Silva cabeceou um lançamento à área muito próximo da trave. Artur pegou na intermediária, passou por quatro marcadores, mas a sua linda jogada individual terminou nas mãos de Rafael, que saiu muito bem do gol.

Não deu para os paranaenses empatarem no primeiro tempo, e o castigo veio no começo do segundo. Alex lançou Élber, que acertou a trave. Sassá, no rebote, fez 2 a 0 para o Cruzeiro. O Londrina retomou a pressão. Germano arriscou de longe, Carlos Henrique exigiu boa defesa de Rafael e, pouco depois, bateu mascado e acertou a trave. Era um aberração o Londrina ainda não ter pelo menos um gol.

E aí, Safira apareceu. Primeiro, na segunda trave para cabecear às redes, completando cruzamento de Marcinho. Germano acertou a forquilha, e o Cruzeiro desperdiçou duas chances, com Alex, de matar o jogo. Aos 50 minutos do segundo tempo, Safira apareceu de novo. Sofreu pênalti, Germano cobrou e empatou a peleja.

A partir da marca do cal, quem brilhou foi César. O Londrina desperdiçou duas cobranças, uma na trave, outra nas mãos de Rafael, mas o goleiro dos paranaenses defendeu três chutes, e Dirceu marcou o pênalti decisivo, que lança o seu clube à decisão e frustra quem estava esperando uma final mineira entre Cruzeiro e Atlético Mineiro. O Londrina lutou bastante para não permitir.