A torcida do Luton Town ganhou o direito de vetar mudanças no clube

O poder de mudar qualquer coisa no Luton Town está nas mãos de quem o merece: da torcida

O investimento, a modernização e as decisões comerciais são importantes para um time de futebol, mas elas nunca podem sobrepor a tradição e o sentimento da torcida. Para evitar, portanto, que um milionário do Quirguistão compre o clube e decida mudar nome, logotipo, uniforme e mascote, o Luton Town cedeu os direitos de imagem para as únicas pessoas que, independente de qualquer coisa, sempre vão preservas as raízes dos Hatters: os torcedores.

Alguns desses milionários que compram clubes para ganhar dinheiro, passar o tempo ou adquirir prestígio pensam que podem fazer o que quiserem. Para ganhar uns trocos a mais, em nome do comercial, inventam fusões, criam novos slogans e tentam até mudar a forma pela qual o o torcedor referiu-se ao objeto de sua paixão a vida inteira. O caso mais recente, também na Inglaterra, é a tentativa de Assem Allam, de transformar o Hull City em Hull Tigers.

Isso não vai acontecer no Luton Town. O consórcio que controla o clube passou os direitos de imagem para o Trust in Luton, principal grupo de torcedores do time. Eles agora têm o poder de vetar qualquer mudança de nome, cor do uniforme, escudo e mascote. O medo é que haja, por exemplo, outra tentativa maluca de fusão, como em 2003, quando o ex-proprietário John Gurney tentou juntar o clube com o Wimbledon para formar o London Luton.

“Isso significa que a imagem do clube está protegida pelas pessoas que sempre vão se preocupar e sempre estarão aqui”, disse o clube em um comunicado. Porque a conclusão é exatamente essa. Os torcedores nunca vão deixar de amar o clube. Nunca vão abandoná-lo. Então, que eles decidam o que deve ser mudado e o que deve ser mantido, e não donos, dirigentes ou presidentes.