Vencer o Paris Saint-Germain é uma tarefa muito difícil, especialmente quando se fala em Ligue 1. Neste domingo, o time da capital enfrentou o Saint-Étienne, maior campeão francês com 10 títulos, mas longe do time forte que revelou Michel Platini. Não foi páreo para o PSG. Os dois gols de Ibrahimovic deram a vantagem de 2 a 0 no placar, mas o time do técnico Laurent Blanc nem precisou fazer uma grande força. Controlou o jogo o tempo todo, em um ritmo confortável.

Ibrahimovic fez os dois gols no primeiro tempo, chegando a 25 na Ligue 1. Artilheiro isolado do campeonato, com Cavani em segundo com 14 gols. Na temporada, são 39 jogos, 38 gols pelo PSG. O sueco faz uma temporada memorável, mas até mais importante do que isso, tem como desafio fazer o time francês ir mais longe na Liga dos Campeões. Porque na Ligue 1 a tranquilidade é grande: o time abriu oito pontos para o segundo colocado, Monaco, e vem administrando bem. Com nove jogos restantes, é improvável que aconteça qualquer reviravolta.

Uma das chaves para ir bem em competições internacionais é saber usar o jogo em casa. E em casa, o PSG é muito forte. A última derrota jogando em seu estádio foi no dia 17 de novembro de 2012, ainda na temporada retrasada, quando caiu por 2 a 1 para o Rennes. De lá para cá, são 27 jogos, com 22 vitórias e cinco empates. Se conseguir manter essa força contra o adversário das quartas de final, tem chance de avançar e voltar às semifinais, como fez na temporada 1994/95.

Vale destacar também o excelente elenco. O meio-campo do PSG foi escalado neste domingo com Thiago Motta, Matuidi e Cabaye. Durante o jogo, o último foi substituído por Verratti. No ataque, Lavezzi, Ibrahimovic e Cavani formaram a linha ofensiva. Lucas entrou no segundo tempo, no lugar do primeiro. A qualidade das peças no banco de reservas é um dos diferenciais do time frente, por exemplo, ao Barcelona, que sofre com desfalques defensivos. No PSG, Marquinhos, cotado até para ir à Copa do Mundo pelo Brasil, fica no banco.

O bicampeonato da Ligue 1 está encomendado pelo PSG. O desafio que resta ao time de Ibra é, de fato, a Europa. Na França, o domínio é tão grande que não há perspectiva de mudança.