O América de Natal está vivo na Copa do Brasil porque fez o impensável. Afinal, os alvirrubros já eram os azarões quando cruzaram o caminho do Fluminense na Copa do Brasil. Passaram a ser dados como mortos depois da derrota por 3 a 0 em Natal. E a classificação tricolor parecia consumada quando os cariocas foram ao intervalo vencendo por 2 a 1, no Maracanã. Pois o América conseguiu. Marcou quatro gols no segundo tempo, venceu por 5 a 2 e avançou graças aos tentos fora de casa. Para protagonizar a maior virada da história do torneio.

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Apenas uma vez em toda a história da Copa do Brasil um time havia tirado a diferença de quatro gols no placar agregado e conseguiu a classificação. Foi em 2007, quando o Atlético Paranaense chegou a estar perdendo por 4 a 0 para o Vitória no Barradão, mas descontou nos acréscimos daquele mesmo jogo e venceu por 3 a 0 na Baixada.

Porém, o Furacão teve mais de 90 minutos para conseguir o seu milagre, e não os 53 do América – somando o tempo a partir do gol de Fred, o quinto do Fluminense no agregado. Nem outras viradas míticas do torneio (como o Juventus eliminando o Coruripe após perder por 4 a 1 na ida em 2008 ou o Vitória revertendo o 5 a 2 que tomou do Flamengo em 1998) tiveram diferença de gols tão grande.

De tão difícil a missão, o América começou a partida com o artilheiro Rodrigo Pimpão no banco de reservas. E foi o gás dos substitutos que fez a diferença no segundo tempo. O garoto Alfredo, de 22 anos, saiu do banco para balançar as redes duas vezes, enquanto Pimpão anotou o gol decisivo aos 45 minutos do segundo tempo. Um feito enorme, que merece ser lembrado mais do que só pela derrocada do Flu.