A Copa do Mundo de 2014, a melhor Copa de todas para muita gente, também é a Copa dos recordes. E Faryd Mondragón se tornou um emblema dos Mundiais ao superar uma marca que dificilmente alguém tirará dele tão cedo. Três dias depois de completar 43 anos, o goleiro entrou em campo. Um presente enorme para que o colombiano se tornasse o jogador mais velho a disputar o torneio. Homenagem merecida ao veterano que era apenas uma jovem revelação na Copa de 1994 e viveu por dentro a tragédia dos Cafeteros naquela Copa, eliminados na primeira fase e ainda marcados pelo assassinato de Andrés Escobar.

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Mondragón foi festejado como deveria. Abraçado pelos companheiros, alguns nem mesmo nascidos quando o goleiro já fechava a meta da seleção. Ovacionado pela torcida na Arena Pantanal. Com a maior gratidão do mundo, o camisa 22 aplaudiu os quatro cantos das arquibancadas. Mas, infelizmente, sua alegria não pôde estar completa: Mondragón queria levar os filhos para o gramado, para viver aquele momento junto com ele. Não conseguiu. Os agentes da Fifa não deixaram que eles entrassem em campo. Nem sequer para uma foto, como ele pedia.

No mínimo, dá para dizer que faltou tato à entidade. Sensibilidade para o momento gigantesco que acontecia. Mas não é só isso. É também uma ignorância sem tamanho. Em uma Copa na qual já aconteceram ao menos três invasões de campo (incluindo uma exaltando o nazismo), não eram os dois meninos que iam estragar o gramado. Sobrou ignorância.