Não há outra ideia na cabeça de alviverdes e alvinegros durante esta semana além do Dérbi decisivo pelo Campeonato Paulista. Contudo, entre um jogo e outro, o Palmeiras foi obrigado a virar a sua chavinha. Não seria um compromisso tão difícil assim, mas a obrigação de vitória era evidente para o confronto desta terça-feira pela Copa Libertadores, recebendo o Alianza Lima no Allianz Parque. E os palestrinos até desperdiçaram a chance de aplicar uma goleada sonora sobre os peruanos. O triunfo por 2 a 0 ficou barato no placar, diante do domínio dos anfitriões ao longo da noite, desperdiçando várias oportunidades. De qualquer maneira, os três pontos estão na conta e o time de Roger Machado sequer precisou se desgastar, recarregando agora as energias para o clássico contra o Corinthians.

Poupando parte de seus principais jogadores, o Palmeiras começou a partida sufocando o Alianza. Dominava a posse de bola e se posicionava no campo de ataque, esperando o momento certo para resolver. E isso aconteceu logo aos 10 minutos, a partir de uma falta cobrada por Dudu. Antônio Carlos desviou de cabeça, acertou a trave e o companheiro de zaga Thiago Martins marcou no rebote. Era a tranquilidade para os palmeirenses terem o jogo em suas mãos. Ainda assim, a equipe não diminuiu o ritmo. Continuou trocando passes com qualidade, envolvendo os peruanos e criando suas oportunidades para ampliar.

A verdade é que o Palmeiras poderia ter feito mais gols no primeiro tempo. A movimentação funcionava bastante, bem como as inversões, e os alviverdes passaram a encontrar facilidade para invadir a área. Faltava um pouco mais de contundência nas conclusões. Bem municiado por Dudu e Keno, Borja era quem mais aparecia. Triscou a trave aos 18 e, pouco depois, até driblou o goleiro, mas não aproveitou. Os palestrinos trabalhavam com velocidade e acuavam o Alianza, que mal se aproximara de Jaílson do outro lado. Pelo volume de jogo e pela superioridade, o time de Roger Machado tinha bola para aplicar um massacre.

Logo na volta para o segundo tempo, o Palmeiras ampliou. O relógio não marcava nem um minuto quando Keno abriu caminho pela esquerda e bateu para o meio da área. O goleiro Daniel Prieto falhou na hora de defender e deixou o presente para Borja, que não perdoou. E, diante da festa da torcida nas arquibancadas, os palmeirenses iam se soltando mais, arriscando a gol. Eram minutos avassaladores dos anfitriões, o que forçaram Pablo Bengoechea a fazer as primeiras alterações no Alianza.

As novas peças deram outro vigor aos peruanos. Alejandro Hohberg, sobretudo, começou a assustar um pouco mais. Apesar disso, a noite era do Palmeiras. E parecia que, se quisessem forçar, os paulistas abririam a goleada. Marcavam bem e não passavam grandes apuros. Nos 15 minutos finais, Deyverson e Guerra entraram em campo, enquanto Diogo Barbosa saiu por lesão. Mesmo com um chute perigoso do Alianza, o grito ficou mais preso do lado palestino, por um pênalti que o árbitro não marcou. Nada que prejudicasse, em meio à festa dos 30 mil presentes, já empurrando o time para a decisão de domingo.

O Palmeiras lidera o Grupo 8 com tranquilidade. Soma seis pontos, cinco de vantagem, ainda aguardando o resultado do duelo entre Boca Juniors e Junior de Barranquilla nesta quarta. E os xeneizes oferecem os dois próximos desafios dos alviverdes na Libertadores, o primeiro deles em São Paulo. Antes disso, todavia, o pensamento fica para o Paulistão. O Dérbi é a prioridade, por tudo o que representa. Uma ocasião na qual os palmeirenses certamente não vão querer desperdiçar gols.