Um gol. O Paraguai dependia de apenas um gol no estádio Defensores del Chaco contra a Venezuela para chegar à Copa do Mundo. Peru e Colômbia empataram em Lima, o Brasil venceu o Chile em São Paulo. Ou seja: os resultados ajudaram. Faltava só o Paraguai fazer o seu. Este foi o principal problema. Não aconteceu. Pior: a Venezuela marcou no final, só para complicar de vez a situação paraguaia. Derrota por 1 a 0, em casa, e mais uma decepção na classificação.

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Ao longo do jogo, o Paraguai teve mais a bola, chutou mais a gol e chegou mais vezes ao ataque. Isso, porém, é só estatística. No jogo, o Paraguai rondava a área adversária sem conseguir, de fato, ameaçar. Não aconteciam chances de gol.

A melhor jogada do Paraguai eram as muitas faltas cobradas por Oscar Romero para dentro da área. O irmão gêmeo do atacante do Corinthians. Aliás, ele esteve em campo, Ángel, e se esforçou, mas pouco fez também.

Os paraguaios levantaram dezenas de bolas para a área da Venezuela, em uma vã esperança que uma delas encontrasse uma cabeça paraguaia livre. Para um time que sofre tanto no ataque, fazer um gol parecia um sofrimento enorme. Em nenhum momento os paraguaios pareciam perto disso.

No final do jogo, a Venezuela aproveitou o desespero paraguaio para levar perigo. Primeiro, em um chute bonito na trave de Yeferson Soteldo. Um chute que acertou o travessão. Era o prenúncio do que viria em seguida: contra-ataque cheio de toque de bola, gol de Yangel Herrera.

Depois disso, o Paraguai criou suas melhores chances, em cabeçadas com Oscar Cardozo e Gustavo Gómez. Não foi suficiente. O desespero paraguaio só serviu para dar mais contornos dramáticos.

O Paraguai, mais uma vez, fica fora da Copa. E, no fim, a Venezuela é quem mais comemora. Termina as Eliminatórias em alta, pensando no próximo ciclo.