Flamengo e Cabofriense disputam semifinal do Carioca de 2014 com Maracanã vazio (Andreia Maciel/Cabofriense)

O que daria para fazer com o calendário se os grandes saíssem dos estaduais

A maior parte das propostas de calendários que recebemos mantinha os estaduais de algum modo. Mas há os defensores de sua extinção (e relegar os estaduais a torneios para clubes que não estão em divisões nacionais é acabar com eles), e é o caso dessa proposta do leitor Fabiano da Silva Dias. Não é exatamente o que a Trivela prefere, mas é interessante mostrar o espaço criado para mexer bastante com os torneios nacionais, e até para a elaboração de uma Copa do Brasil expandida e engenhosa.

Por Fabiano da Silva Dias

A minha proposta seria de que os clubes das séries A (20 clubes), B (20 clubes), C (32 clubes) e D (64 clubes) não jogam os estaduais. A série E seria a extensão dos estaduais. Para a Libertadores se classificariam os quatro primeiros da série A e o campeão da Copa do Brasil; e para a Sulamericana os oitos clubes subsequentes da série A.

TEMA DA SEMANA: Vocês mandaram e nós mostramos algumas propostas de calendário para o futebol brasileiro

COMPETIÇÕES NACIONAIS

Supercopa do Brasil – 1 data

Partida única no inicio da temporada sempre na casa do campeão brasileiro do ano anterior.

Brasileirão e Estaduais

Série A e B – 38 datas (fevereiro a novembro/dezembro)

A fórmula das séries A e B continuariam as mesmas, pontos corridos, rebaixando quatro times da série A para a B. Da série B para a C desceriam seis clubes.

Série C – 34 datas (fevereiro a novembro)

A série C seria disputada em dois grupos de 16 clubes onde os dois primeiros de cada grupo disputariam o título da mesma e consequente acesso a série B, e os 3ºs e 4ºs de cada grupo fariam uma repescagem para disputa das duas outras vagas para a série B. Da série C rebaixariam os quatro últimos de cada grupo, totalizando oito clubes.

Série D – 34 datas (fevereiro a novembro)

A série D seria disputada por 64 clubes divididos em 4 grupos de 16 clubes onde o campeão de cada já estaria classificado para série C fazendo entre eles as finais da série D. Poderia haver uma repescagem entre os 2ºs e 3ºs colocados de cada grupo para disputar as 4 vagas restantes para a série C. Os três últimos de cada grupo seriam rebaixados para os Estaduais/Série E.

BOM SENSO FC: Por que gostamos do calendário do Bom Senso, e o que faríamos diferente

Estaduais/Série E (de fevereiro a novembro)

– As fases estaduais seriam disputadas de fevereiro a julho. Cada estado teria seu regulamento, de acordo com a quantidade de clubes.

– A fase nacional teria 12 datas, de agosto a novembro. Seria composta por 32 clubes (8 grupos de 4 clubes), sendo assim sua composição: 27 campeões estaduais + 5 vices dos estados mais bem ranqueados. Os oito campeões de cada grupo já subiram automaticamente para a série D e fariam um mata-mata para saber o campeão da série E. Os oito vices campeões disputariam as quatro vagas restantes totalizando os doze clubes que subiriam a série D.

Para não deixar que os clubes que não se classificaram para a fase nacional da série E parados no segundo semestre, se fariam as copas estaduais que seriam classificatórias para a Copa do Brasil do ano seguinte.

Copa do Brasil – 12 datas (fevereiro a novembro/dezembro)

– A Copa do Brasil teria 200 clubes. A sua composição seria a seguinte: 20 clubes da série A, 20 clubes da série B, 32 clubes da serie C, 64 clubes da série D, 32 clubes da série E do ano anterior, 27 campeões das copas estaduais, 5 clubes pelo ranking nacional.

– Todas as fases seriam disputadas em partidas únicas e realizadas, exceto as semifinais.

– O formato seria assim:

1ª fase – 05 clubes ranking nacional + 27 campeões copas estaduais + 20 clubes série E ano anterior + 12 rebaixados série D ano anterior;
2ª fase – 32 clubes da 1ª fase;
3ª fase – 32 clubes da série C + 64 clubes da série D + 16 vencedores da 2ª fase;
4ª fase – 56 clubes vencedores da 3ª fase;
5ª fase – 20 clubes da série B + 28 vencedores da 4ª fase;
6ª fase – 24 clubes vencedores da 5ª fase;
7ª fase – 20 clubes da série A + 12 clubes vencedores da 6ª fase;
Oitavas de final;
Quartas final;
Semifinal;
Final

– A final seria em partida única, finalizando a temporada. O local poderia ser um campo neutro ou definido por  sorteio ou no estádio do clube com melhor campanha desde a 7ª fase.

VEJA TAMBÉM: Como seria o calendário brasileiro adequado à temporada europeia

COMPETIÇÕES SUL-AMERICANAS

Libertadores – 13 datas

Sul-Americana – 14 datas

Recopa Sulamericana – 02 datas – iniciando a temporada.

As competições sulamericanas (Libertadores e Sulamericana) seriam disputadas de fevereiro a setembro, sendo as mesmas disputadas de forma simultâneas. A Libertadores continuaria com a mesma fórmula, porém sem a pré-Libertadores. A Sul-Americana poderia ser disputada por 64 clubes, sendo desde a primeira fase na fórmula de mata-mata. A sua primeira fase seria nacional (oito clubes). A partir das oitavas de final, a Sul-Americana receberia os oito terceiros colocados da Libertadores. A final da Libertadores poderia ser disputada em partida única e um sábado.

Mundial de Clubes – 4 datas

Seria realizado com a participação de 9 clubes em um mata-mata. Abre com um representante do país-sede contra o campeão da Oceania. A partir daí, seria mata-mata direto. Teriam vaga:

– campeão da Champions League;
– campeão da Liga Europa ou vice da Champions;
– campeão da Libertadores;
– campeão da Sul-Americana ou vice da Libertadores;
– campeão da Concachampions;
– campeão da Liga dos Campeões da Ásia;
– campeão da Liga dos Campeões da África;
– campeão da Oceania;
– campeão do país sede.

Conclusão

Com tudo exposto acima, seria possível termos pré-temporada decente, férias idem, sem jogos nas datas-Fifa e sem jogos quando a Seleção se reunisse para disputarem competições. Um clube de série A, chegando a todas as finais (Copa do Brasil/Libertadores/Mundial de Clubes) jogaria 59 partidas durante o ano, podendo chegar a 62 caso jogue a Supercopa do Brasil e a Recopa Sul-Americana.