Já recorremos algumas vezes ao incrivelmente preciso Football Manager para ajudar a matar a ansiedade antes de uma temporada que promete, como a próxima: como tal equipe lidará com seus reforços, até onde um novo treinador conseguirá chegar, este tipo de coisa. O pessoal do Squawka, em meio a um mercado de transferências com valores inflacionados e lunáticos, resolveu fazer uma simulação diferente. O que o time mais caro do mundo faria na Champions League?

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Para isso, eles levantaram as contratações mais caras de cada posição e chegaram à seguinte escalação, com os valores divulgados em parênteses, em milhões de euros: Buffon (52); Walker (57), Stones (55.6), David Luiz (49.5) e Mendy (58.1); Bakayoko (45), Pogba (105), James (79.8), Bale (100) e Cristiano Ronaldo (94); Higuaín (90). Completando um elenco com 22 jogadores, o banco de reservas, os segundos mais caros de cada posição, tem Ederson (40), Danilo (30), Bonucci (42), Mangala (30.5), Fabio Coentrão (30), Granit Xhaka (45), Tolisso (41.5), Angel Di María (75), Neymar (88), Suárez (81.7) e Romelu Lukaku (84.7).

Valor total do elenco, segundo o Transfermarkt: € 1,3 bilhão, ou o PIB de Cabo Verde.

Para evitar lesões e deixar o time em forma para os torneios europeus, o recém-criado The Money Squad foi colocado no Campeonato Suíço, no lugar do Young Boys. Para não desequilibrar as outras equipes, os jogadores da nova potência da Europa são clones dos jogadores reais, que continuaram em seus clubes. E o time começou a Champions League ainda na terceira fase preliminar, para aquecer os motores.

O primeiro adversário foi o Sparta Praga, e quem brilhou foi Luis Suárez, no lugar do machucado Higuaín, com todos os gols da vitória, fora de casa, por 4 a 0. O empate por 1 a 1, em seus domínios, foi o bastante para alcançar a classificação. Em seguida, veio o Shakhtar Donetsk, atropelado com dois triunfos: 6 a 3 e 1 a 0. Com vaga na fase de grupos, a expectativa era por uma chave complicada, uma vez que o The Money Squad/Young Boys estava no quarto pote. Mas as bolinhas foram bacanas: Leicester, Sevilla e Dínamo de Kiev.

Em uma grande prova de que dinheiro não traz (necessariamente) felicidade, ou vitórias, o elenco milionário teve dificuldades para avançar, perdendo os dois primeiros jogos, por 2 a 1, para Leicester e Sevilla. Recuperou-se ganhando as três rodadas seguintes e fechou perdendo para o Dínamo de Kiev. Precisou de outros resultados para passar em segundo lugar e, mais uma vez, deu sorte no sorteio. Em vez de encarar algum gigante, caiu no caminho do Villarreal. Fácil: 3 a 0 na Suíça, 3 a 1 na Espanha. Suárez marcou cinco desses seis gols.

As quartas de final reservaram um desafio bem mais difícil: o Real Madrid. E, curiosamente, cada Cristiano Ronaldo marcou para sua equipe no empate por 1 a 1 no jogo de ida. Na volta, Ronaldo e Suárez fizeram 2 a 0, mas James empatou para 2 a 2. Neymar e Di María, porém, fecharam a parada e colocaram o The Money Squad nas semifinais, contra o Tottenham.

Son abriu o placar para os Spurs, Ronaldo empatou, e Harry Kane colocou o Tottenham à frente novamente, no jogo da Suíça. Suárez, mais uma vez, veio ao resgate, e virou para 3 a 2. Os gols fora de casa, porém, colocaram os suíços em uma posição complicada em Wembley. E no lendário estádio inglês, os donos da casa saíram voando, abrindo 3 a 0 em 40 minutos, com gols de Dele Alli, Kane e Moussa Dembelé. Neymar descontou, mas não houve tempo para uma reviravolta, e o Tottenham passou para enfrentar o Manchester City na decisão. E o time mais caro, do mundo, da história e de todos os tempos, ficou nas semifinais.