O Rennes possui a Copa da França como seu grande orgulho. Sem nunca ter conquistado a Ligue 1, os rubro-negros contam como maior feito as duas campanhas vitoriosas no torneio de mata-matas. A primeira comemoração aconteceu em 1965, repetida seis temporadas depois, em 1971. E os troféus, que deveriam ocupar um lugar de destaque no clube, sumiram. Literalmente, despareceram. Nesta semana, a diretoria comunicou oficialmente que ninguém sabe qual o paradeiro das duas taças.

Para exaltar seu passado, o Rennes alinha a criação de um museu. O problema é que não poderá expor os seus dois principais troféus. O presidente Olivier Letang admitiu, durante o encontro anual de historiadores do clube, que não existem pistas de onde estão as réplicas recebidas pelos rubro-negros após as conquistas. “As duas taças desapareceram, elas não estão em nenhuma parte de nossa sede. É incrível que isso tenha acontecido, qualquer um pode ter levado para casa. Pedimos que nos ajudem a recuperar essas réplicas”, declarou o mandatário, ao jornal Ouest-France.

Resta saber se alguém exibe os troféus com orgulho na estante ou se elas se perderam em um antiquário qualquer – ou pior, em um lixão. Há uma foto de 2004 mostrando os dois prêmios em exposição no clube, mas o que ocorreu depois disso é um mistério. Seria minimamente prudente se o Rennes já providenciasse a criação de réplicas das réplicas, embora o Guingamp, ao menos informalmente, tenha se prontificado a emprestar uma de suas duas taças aos vizinhos. Enquanto isso, a paciência da torcida certamente estoura. O último troféu minimamente importante faturado pelos rubro-negros veio há quase 35 anos, na segunda divisão do Campeonato Francês. Desde 2009, são três vices nas copas nacionais. Talvez exista uma maldição das taças perdidas e só agora se deram conta.