Você pode nem se lembrar, mas o vice-presidente dos Estados Unidos teve um papel importante na Copa de 1994. Na ausência de Bill Clinton, quem entregou a taça para Dunga falar uns impropérios depois da conquista do tetra foi Al Gore – o mesmo que perderia as eleições para George W. Bush anos depois e ganharia o Nobel da Paz por seu ecoativismo. Vinte anos depois, o vice-presidente do país do Tio Sam volta a dar sua contribuição para o Mundial. Desta vez, com sábias palavras.

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“É o evento esportivo mais excepcional que já participei, e olha que eu já estive em milhares em minha carreira. É um sentimento, e você pode senti-lo antes mesmo de chegar ao estádio, antes mesmo de chegar. Está no ar, é um senso palpável de energia que eu nunca tinha experimentado o suficiente antes. É o evento esportivo mais grandioso do mundo. É incrível o quão profundamente, profundamente, profundamente cada país é apaixonado sobre a Copa”, disse Joe Biden, de Barack Obama, durante evento da turnê da taça da Copa.

E o político finalizou ainda comparou com os próprios eventos esportivos dos Estados Unidos: “Nós temos o nosso Super Bowl, nossa World Series, nossas finais da NBA, temos o March Madness. Mas, meu Senhor, nada é parecido com a Copa do Mundo. Ela não apenas une os países, também gera um senso de entusiasmo que é difícil de acreditar. Talvez apenas as Olimpíadas se comparem, mas mesmo assim parece haver mais intensidade entre os países na Copa do Mundo”. Bem, se os americanos compõem a maior massa de turistas no Mundial, você não é o único a ter percebido isso, senhor vice-presidente.

No vídeo abaixo, o discurso completo de Joe Biden, em inglês (e, infelizmente, sem legendas). Blatter poderia aprender algo com ele:

A dica é do ótimo 101 Great Goals