O final de semana anda prolífico para quem gosta de ver golaços. Em vários os cantos do mundo andam pipocando lances fenomenais – a ponto de não darmos conta de publicar tudo aqui na Trivela. E não seria diferente no Brasil. Em termos de plasticidade, fica difícil superar o que Giorgian De Arrascaeta aprontou no Mineirão, determinando a vitória do Cruzeiro sobre o América Mineiro por 1 a 0, pelo estadual. O uruguaio produziu uma obra de arte que será lembrada por muito tempo pelos torcedores da Raposa. Daqueles lances que marcam a passagem de um jogador em qualquer clube.

Arrascaeta fez a sua mágica aos 23 do segundo tempo. Enquanto Edílson partiu pela direita, o meia conseguiu fugir da marcação e apareceu livre na entrada da área. Recebeu um cruzamento perfeito, para executar um movimento mais perfeito ainda. A bola alta não foi problema ao uruguaio, que saltou bastante e esticou o pé com uma estilingada. Chute fulminante que se combina com a beleza de seu voleio, como se uma leveza circense se fundisse com a ferocidade de um golpe de artes marciais. Para tornar o lance ainda mais completo, o arremate morreu no ângulo, sem qualquer chance de defesa, deslizando até o fundo das redes. Para se degustar.

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E na riqueza de gols belíssimos deste final de semana, menção honrosa para o Campeonato Baiano. O Vitória derrotou o Bahia de Feira por 3 a 0, com os três tentos marcados num intervalo de apenas oito minutos. Mas ninguém caprichou tanto quanto Denílson, para fechar a conta. O rubro-negro ganhou a dividida no círculo central e, depois de virar o corpo, deu o chutaço que ninguém poderia esperar. Ousadia e precisão, pegando o goleiro desprevenido e fazendo valer o clichê sobre “o gol que Pelé não fez”. Ele conseguiu, e com um nível de dificuldade considerável.