A 71 dias do início da Copa do Mundo, a seleção americana fez seu último amistoso antes da convocação para o torneio. O empate por 2 a 2 contra o México nesta quarta (2) foi a última chance para que alguns jogadores da Major League Soccer pudessem mostrar que merecem vagas entre os 23 que virão ao Brasil.

Então vamos aproveitar os reflexos do amistoso para ver quem se beneficiou, ficou no mesmo lugar ou não aproveitou a chance. E junto a isso, tentarei fazer a minha previsão para o elenco de 23 jogadores e os sete adicionais que serão convocados por Klinsi.

>>>>> Camisa reserva dos Estados Unidos é tipicamente americana: patriotismo e exaltação à bandeira

Começando com os jogadores que foram titulares no amistoso:

- Nick Rimando: o goleiro não teve muito trabalho e não foi culpado pelos dois gols dos mexicanos, o que assegura mais ainda a sua posição como terceiro guarda-metas da equipe;

- Tony Beltran: o jogador do Real Salt Lake foi sólido na defesa e ainda conseguiu aproveitar o espaço dado pelos mexicanos na direita para ficar com uma segunda assistência no gol de Wondolowski;

- Omar Gonzalez e Matt Besler: os dois são os zagueiros titulares da seleção e não devem perder o cargo, mas a noite foi ruim para Gonzalez, que falhou nos dois gols dos mexicanos;

- Michael Parkhurst: provou mais uma vez que pode ser o curinga desejado por Klinsmann na linha defensiva, já que atua em todas as quatro posições com a mesma qualidade;

- Kyle Beckerman: o grande vencedor da noite. Jogou segurando os mexicanos para liberar Michael Bradley e ainda começou a distribuição de bola com qualidade;

- Michael Bradley: quem assistiu a partida, pode ver um show do meia do Toronto FC. Com mais liberdade, ele esteve envolvido de alguma forma em todos os lances de perigo dos americanos, marcando um gol e dando uma assistência;

- Graham Zusi e Brad Davis: os dois pontas titulares na partida melhoraram seus cards com boas ações no primeiro tempo e mostraram que os americanos terão ótimas opções quando o assunto é bola parada;

- Clint Dempsey: apareceu muito mais do que contra a Ucrânia;

- Chris Wondolowski: o líder do San Jose Earthquakes aproveitou a única chance que teve e marcou o segundo gol dos americanos;

Agora é a hora de quem teve a oportunidade de sair do banco:

- Landon Donovan: o maior goleador da história da seleção não esteve nos seus melhores dias e parecia bastante fominha quando pegava a bola;

- Julian Green: a estreia mais esperada da noite mostrou falta de entrosamento em algumas falhas iniciais, mas conseguiu se acostumar e gerou boas jogadas ofensivas, inclusive um lance em que os americanos pediram pênalti;

- Maurice Edu: pareceu um pouco perdido em sua volta ao time, mas conseguiu se achar ao longo de sua participação;

- Clarence Goodson: não teve uma de suas melhores noites, mas continua sendo a opção mais confiável após Gonzalez e Besler;

- DeAndre Yedlin: o jovem entrou no segundo tempo e deu mais velocidade ao ataque americano saindo da lateral direita. Pode ser uma adição surpresa ao elenco;

- Eddie Johnson: precisando de uma boa atuação para melhorar seu cartel, o atacante brigou nos lados do campo e chegou a marcar um gol que foi anulado.

Após analisar os jogadores que participaram do amistoso, vamos aos nomes que acredito que estejam garantidos no Brasil, barrando alguma lesão ou problema do tipo.

Goleiros: Tim Howard (Everton/ING), Brad Guzan (Aston Villa/ING) e Nick Rimando (Real Salt Lake)
Defensores: Omar Gonzalez (Los Angeles Galaxy), Matt Besler (Sporting Kansas City), Clarence Goodson (San Jose Earthquakes), Fabian Johnson (Hoffenheim/ALE), Geoff Cameron (Stoke City/ING), DaMarcus Beasley (Puebla/MEX)
Meias: Michael Bradley (Toronto FC), Kyle Beckerman (Real Salt Lake), Clint Dempsey (Seattle Sounders), Graham Zusi (Sporting Kansas City), Alejandro Bedoya (Nantes/FRA), Jermaine Jones (Besiktas/TUR)
Atacantes: Jozy Altidore (Sunderland/ING), Aron Johannsson (AZ Aklmaar/HOL), Landon Donovan (Los Angeles Galaxy)

Na lista acima, existem 18 nomes. Então temos que buscar mais cinco jogadores para fechar o elenco.

Na defesa, acrescentaria dois nomes: Michael Parkhurst (Columbus Crew), que adiciona uma boa versatilidade na linha de quatro, e Brad Evans (Seattle Sounders), um meia que foi deslocado para a lateral direita sob o comando de Klinsmann e teve boas atuações no setor.

Klinsmann certamente gostaria de contar com Stuart Holden no meio de campo, mas o jogador do Bolton sofreu nova lesão e não deve voltar aos gramados tão cedo. As duas vagas do setor devem ficar com Brad Davis (Houston Dynamo), especialista em criar lances a partir do lado do campo, e Mix Diskerud (Rosenborg/NOR), que pode jogar na linha de dois meias do 4-2-3-1 ou até mais avançado.

>>>>> Reverência, escolta e trabalho: o primeiro dia de trabalho de Klinsmann no Brasil

>>>>> Gaetjens, o heóri dos EUA que desapareceu nas mãos da ditadura

No ataque, espero que a vaga restante fique com Eddie Johnson (D.C. United), que teve um retrospecto melhor que Wondo durante a classificação da equipe para a Copa do Mundo.

A lista dos sete suplentes, que continuarão brigando por vaga na cabeça de Klinsmann, deve conter o goleiro Sean Johnson (Chicago Fire), o lateral direito DeAndre Yedlin (Seattle Sounders), o zagueiro Michael Orozco (Puebla/MEX), os meias Sacha Kljestan (Anderlecht/BEL) e Maurice Edu (Philadelphia Union), e os atacantes Chris Wondolowski (San Jose Earthquakes) e Julian Green (Bayern/ALE).

Continue lendo sobre a seleção americana:

>>>>> Conheça Aldo Donelli, o craque americano em uma Copa do Mundo que virou técnico da NFL

>>>>> Ganhar a Copa do Mundo virou assunto de Obama nos Estados Unidos