Há 25 anos, o futebol relembrou uma das maiores tragédias de sua história. Hillsborough deixou 96 vítimas e transformou o futebol inglês para sempre. E, dias depois de uma data tão marcante, o esporte volta a registrar uma tragédia em menores proporções, mas de lástima igualmente grande: 15 pessoas morreram pisoteadas na rodada final do quadrangular decisivo do Campeonato da República Democrática do Congo, entre Mazembe e Vita.

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O desastre aconteceu já nos acréscimos do segundo tempo. Diante da vitória do Mazembe, que ia garantindo o tetracampeonato nacional, os torcedores do time da casa começaram a atirar pedras para dentro de campo. Para tentar controlar a multidão, os policiais começaram a lançar gás lacrimogêneo contra as arquibancadas. Geraram pânico entre as pessoas, que começaram a se esmagar nas proximidades das saídas do estádio em Kinshasa. Além das 15 vítimas, outras 24 ficaram feridas.

Os relatos são de que o Stade des Martyrs, que tem capacidade para 30 mil pessoas, estava superlotado – o que as imagens do local deixam claro. Além disso, os últimos duelos entre Mazembe e Vita já tinham sido marcados por confrontos entre os torcedores. É a segunda tragédia do tipo na República Democrática do Congo em menos de um mês, depois que 14 pessoas morreram pisoteadas em um festival de música em tributo a um cantor local.

A Confederação Africana de Futebol se manifestou sobre o caso, afirmando que a violência precisa ser banida dos estádios e que lançará uma investigação para averiguar os fatores que contribuíram para a tragédia. O mínimo a se fazer, diante de um desastre no qual estão claras as ingerências.