A Uefa anunciou nesta quarta-feira que fechou o caso do Paris Saint-Germain por supostas infrações do Fair Play Financeiro, depois de análises sobre receitas e transferências de 2015 a 2017. Segundo a entidade, transferências do verão europeu de 2017 em diante, onde entram as contratações de Neymar e Mbappé, ainda estão sob análise. Entre os dados analisados estão os contratos de patrocínio, suspeitos de serem inflados.

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Depois da análise os contratos tiveram que ser readequados e diminuídos, de acordo com valores de mercado. Para não ter problemas, o PSG terá que vender € 60 milhões em jogadores até o dia 30 de junho para não correr o risco de punições futuras. Se isso não acontecer, no próximo ciclo, a análise da Uefa terá os dados de gastos 2017/18 e com os € 222 milhões por Neymar e € 180 milhões por Mbappé farão com o que o time tenha prejuízo maior que o esperado. O que significa, então, que o PSG deve fazer uma liquidação dos seus jogadores neste mês de junho.

“Esta decisão segue depois de revisão detalhada dos contratos de transferência e análise das contas de gestão que confirmaram que confirmaram que estas transações estão de acordo com os regulamentos da Uefa para licenciamento de clube e Fair Play Financeiro”, diz o comunicado da Uefa.

“Além disso, a Câmara concluiu que após os ajustes significativos no valor justo de patrocínios de clube, com base em avaliações realizadas por consultores externos independentes, o resultado de equilíbrio do clube permanece dentro do desvio aceitável para os exercícios encerrados em 2015, 2016 e 2017. O impacto financeiro das atividades a partir do verão 2017 até a próxima janela de transferências e o cumprimento do requisito de equilíbrio para o exercício financeiro de 2018 permanecerão sob um exame minucioso e serão cuidadosamente analisados nas próximas semanas”.

Ainda mais porque o PSG não foi punido, mas outros clubes foram. O Olympique de Marseille, finalista da Liga Europa, foi punido com € 100 mil de multa por exceder os gastos em relação às receitas por uma margem ligeiramente acima do permitido. Outros times, como Galatasaray e Maccabi Tel Aviv, também cometeram infrações leve e entraram em acordo, com monitoramento da situação financeira para não descumprir os regulamentos.

O Fair Play Financeiro pune clubes de gastar mais do que conseguem gerar de receitas, uma política que começou para prevenir que donos ricos tentem “comprar” o sucesso e as vitórias e, além isso, distorcerem o mercado. Bem, Uefa, se a ideia é essa, a impressão que nós temos aqui é que a política não está funcionando. Pelos regulamentos, os clubes não podem ter mais de € 30 milhões de prejuízo ao longo das três últimas temporadas.