David de Gea viveu uma noite de recorde contra o Arsenal. O goleiro do Manchester United realizou 14 defesas no duelo contra os Gunners, igualando a maior marca já registrada em uma partida da Premier League. Acabou levando um gol, é verdade, em lance no qual estava totalmente vendido. O que não tira os méritos da atuação monstruosa ao longo dos 90 minutos, que permitiram a vitória por 3 a 1 sobre os londrinos. Foram incontáveis os milagres, com destaque para a sequência de duas intervenções inacreditáveis no segundo tempo, diante de Granit Xhaka e Alexis Sánchez. Até “fogo amigo” ele salvou, parando em cima da linha um desvio de Romelu Lukaku.

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Ao longo da partida no Estádio Emirates, De Gea demonstrou todas as suas virtudes como goleiro. O posicionamento foi perfeito. Combinou a isso elasticidade, tempo de reação, agilidade. Voltou a lembrar sua enorme capacidade de usar também as pernas nas defesas, uma característica bastante particular do espanhol. E o nível de concentração, para se manter impecável diante de tamanho bombardeio. Eleito o jogador do ano em três temporadas, algo que apenas Cristiano Ronaldo havia conseguido desde que o prêmio passou a ser entregue em Old Trafford, em 1987/88, o camisa 1 não deve ter problemas para quebrar outro recorde em breve.

E a exibição brilhante, no fim das contas, acaba escancarando a temporada de De Gea nestes primeiros meses. Contam-se nos dedos os goleiros com um desempenho tão consistente quanto o espanhol nas outras grandes ligas europeias. Se ele foi o responsável por manter o orgulho dos Red Devils em muitas das últimas campanhas sofríveis, desta vez ele permite que o time de José Mourinho continue ambicionando algo a mais.