O campeão sumiu. O Chelsea teve mais um jogo ruim, criando pouco e deixando os torcedores frustrados. Desta vez foi neste sábado, contra o Leicester, em um empate por 0 a 0 que teve pouco futebol e muitos erros. Inclusive do técnico, Antonio Conte, que escalou um time com problemas no ataque. Somada à má fase dos jogadores, como Eden Hazard e Álvaro Morata, o resultado foi que o time não conseguiu vencer.

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Conte decidiu montar um meio-campo com Kanté, Bakaoyoko e Fàbregas. Dominou o setor, é verdade, mas a criatividade não foi o forte. O meia espanhol teve atuação discreta, enquanto os dois franceses são mais conhecidos por qualidades defensivas do que ofensivas. Assim, o Chelsea dependia demais do que Hazard faria no ataque. O camisa 10 tem jogado como segundo atacante, circulando atrás de Morata. Mas o belga errou demais e a única esperança parecia que tirasse um coelho da cartola, mesmo não jogando bem. Algo que demonstra um grande problema.

A grande esperança criativa do Chelsea residia nas duas alas. Marcos Alonso tem sido um dos principais jogadores do time, como uma arma ofensiva importante pelo lado esquerdo. Na direita, o escolhido foi Victor Moses, justamente um atacante adaptado à função. Mas nenhum dos dois conseguiu ter espaço e o time não conseguiu trabalhar a bola para deixa-los em boas condições.

Com tudo isso, o Leicester conseguiu segurar um 0 a 0 no primeiro tempo, mantendo a sua tradicional formação de 4-4-2. O time se defendia bem pelos lados do campo, o que deixou o Chelsea sem muitas armas. O time contou também com Kasper Schmeichel em um bom dia, o que tornou a missão de superar o goleiro um pouco mais complicada.

Na volta do intervalo, o Leicester percebeu que podia tentar algo mais. Riyad Mahrez foi perigoso, tabelando perto da área e entrando com perigo pelo lado direito. Em uma das investidas, reclamou de pênalti – claramente ele se jogou – e também assustou em um chute de fora da área que desviou na defesa. Os sustos fizeram o Chelsea se mexer em campo e tentar partir para cima.

Conte levou a campo Pedro e Willian nos lugares dos apagados Fàbregas e Hazard, mas não surtiu efeito. O brasileiro até levou algum perigo em cobranças de falta e Pedro tentou um chute de longe que acabou nas mãos do goleiro. No mais, o Chelsea tinha a bola, rondava a intermediária do Leicester, chegando perto da área, mas não tinha criatividade para entrar na defesa adversária.

Restaram os cruzamentos, tentando achar uma chance. Já nos acréscimos, o time teve uma chance em uma cobrança de falta, que Marcos Alonso cobrou e obrigou uma boa defesa de Schmeichel. No último lance do jogo, depois de uma cobrança de escanteio, Moses pegou um rebote e chutou tão mal, tão torto, que a bola ficou mais perto da bandeirinha de escanteio o que das traves defendidas pelo Leicester.

Foi o terceiro empate seguido por 0 a 0 do Chelsea e o quarto empate consecutivo. No dia 3 de janeiro, empatou por 2 a 2 com o Arsenal, pela Premier League; no dia 6, pela Copa da Inglaterra, 0 a 0 com o Norwich fora de casa; no dia 10, novo empate por 0 a 0 com o Arsenal, desta vez pela Copa da Liga. Por fim, este sábado, novamente pela Premier League, com o 0 a 0 contra o Leicester.

A pressão sobre Antonio Conte aumentará e ele tem a sua parcela importante de culpa. O time parece sem ideias e é esta a principal função do técnico. O time sofre com a falta de criatividade, sem a força que tinha pelos lados do campo, sem ter Hazard como um dos principais jogadores. Se o esquema de Conte fez o time arrancar rumo ao título na última temporada, neste momento o Chelsea parece amarrado em campo. Algo que o italiano precisa repensar.

O Chelsea é o terceiro colocado na Premier League, com 47 pontos. Pode ser igualado pelo Liverpool, que tem 44 e ainda joga na rodada – embora o jogo seja contra o líder Manchester City, ainda invicto. O Manchester United, segundo colocado, tem os mesmos 47 pontos, mas ainda joga na rodada. Já o Leicester é oitavo na tabela, com 31 pontos, três atrás do Burnley, e quatro à frente do Everton, que ainda joga na rodada.