BELÉM –Carlos Alberto Parreira procurou, na véspera do jogo com a Venezuela, enaltecer seu adversário. Apesar da tradição praticamente nula e com um retrospecto de 16 vitórias em 16 partidas, com 75 gols a favor e apenas quatro contra, o treinador vê motivos para elogiar o time.

“A Venezuela não é a mesma de outros anos. Ganharam do Uruguai em Montevidéu por 3 a 0 e conquistaram cinco vitórias só nas atuais eliminatórias”, afirmou Parreira. “Para mim, trata-se do time que mais evoluiu nos últimos anos.”

Para se ter uma idéia, metade dos gols sofridos pelo Brasil contra os venezuelanos foram marcados no último confronto entre as duas seleções, no primeiro turno, na vitória por 5 a 2 em outubro do ano passado.

O respeito de Parreira, porém, contrasta com o desconhecimento do time por parte dos jogadores. “A única coisa que eu sei é que eles vão jogar na retranca”, afirmou Robinho.

Para o volante Emerson, o fato de os venezuelanos não terem responsabilidade alguma pode ser prejudicial. “A única coisa que sei é que eles podem dificultar nossa missão [de deixar o Brasil com vitória].”

Último jogo – A partida contra os venezuelanos será a última da Seleção Brasileira no País antes do Mundial. Até o primeiro jogo na Alemanha, em 9 de junho do ano que vem, Parreira terá pela frente apenas mais quatro partidas – duas em novembro, contra os Emirados Árabes e com outro adversário ainda não definido e outras duas em 2005, perto da Copa.