Francesco Totti é uma lenda viva. Se aposentou dos gramados em maio como um jogador que atuou toda a sua carreira por um só clube, a Roma. Aos 41 anos, o agora ex-jogador assumiu um cargo de diretor da Roma. O italiano, campeão do mundo em 2006 pela Itália, nunca conquistou a Bola de Ouro da France Football ou o prêmio de melhor do mundo da Fifa, mas esteve no mais alto nível durante a sua carreira, de 1992 a 2017. E tem seu favorito para conquistar neste ano: Cristiano Ronaldo, sem nenhuma surpresa.

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“Primeiro de tudo, nós estamos falando sobre três alienígenas do futebol”, afirmou o ex-jogador ao site da Fifa, falando dos finalistas Cristiano Ronaldo, Lionel Messi e Neymar. “Eu devo dizer que sempre nos respeitamos tanto dentro quanto fora de campo. Mas eu acho que, no fim das contas, Ronaldo está à frente dos outros. Ele teve uma temporada incrível e conquistou todos os títulos com o time mais prestigiado”, declarou.

Totti já mostrou interesse em seguir carreira como técnico no futuro. No momento, ele assumiu um cargo diretivo na Roma. E dois compatriotas estão entre os finalistas do prêmio The Best: Massimiliano Allegri, da Juventus, e Antonio Conte, do Chelsea.

Para Totti, o fato de ter dois finalistas é só mais um indício que a escola de treinadores italianos segue forte. Na edição 2016, o prêmio ficou com Claudio Ranieri pelo trabalho inacreditável que fez com o Leicester, levando a pequena equipe inglesa ao título da Premier League em 2015/16.

“É justo dizer que a nossa escola de treinadores é do mais alto nível”, afirmou Totti, que enfrentou todos estes técnicos como jogador da Roma. “Apesar dos trabalhos extraordinários de Conte e Allegri, eu acho que Zidane é o favorito pela mesma razão de Cristiano Ronaldo: ele ganhou tudo na última temporada”, analisou.

“Os goleiros têm um enorme impacto no jogo, apesar de eles não serem reconhecidos como deveriam. Seu impacto no resultado final é sempre decisivo”, explicou Totti. E, nesse caso, ele acha que um italiano irá vencer o recém-criado prêmio de melhor goleiro do ano. “Eu acho que Gianluigi Buffon tem uma grande chance de vencer”, disse.

“Ele foi o melhor individualmente, mas também o seu time chegou à final da Champions League, assim como Keylor Navas. No fim, acho que os dois estarão brigando pelo prêmio”, analisou ainda o ídolo romanista.

O prêmio The Best, da Fifa, será entregue no dia 23 de outubro, em Londres. A edição 2017 foi alterada e passou a analisar o período de uma temporada europeia, de agosto a maio, e não mais o ano corrido. A premiação também foi antecipada para outubro – até a edição 2016, o prêmio estava sendo entregue em janeiro do ano seguinte.

Totti nunca teve a chance de conquistar o prêmio individual máximo na sua carreira e viu dois italianos serem finalistas em 2006, com Fabio Cannavaro, capitão italiano na Copa, e Gianluigi Buffon, goleiro, foram os dois primeiros colocados. Cannavaro ganhou também o prêmio de melhor jogador do ano, da Fifa. Thierry Henry acabou como terceiro colocado da Bola de Ouro naquele ano.

Mesmo sem ter um prêmio individual, Totti teve uma carreira recheada de glórias, que certamente seguirá como parâmetro para todos que quiserem jogar futebol pela Roma e até na Itália. Muito embora os italianos só tenham Buffon como um candidato viável para premiações individuais para esta edição.