Pois bem, hora de descanso no Campeonato Holandês. Os times procuram terras de temperatura mais amena, como Turquia, litoral espanhol… e é hora também de fazermos as avaliações de como as equipes estão, passadas 18 das 34 rodadas da Eredivisie 2013/14. Começamos pelos nove primeiros colocados. Confira:

Ajax

Posição: 1º lugar, com 37 pontos (líder pelo maior saldo de gols) em 18 jogos
Técnico: Frank de Boer
Time-base: Cillessen; Van Rhijn, Moisander, Veltman e Blind (Boilesen); Poulsen (Blind), Schöne e Serero; Fischer (Bojan), Sigthórsson e Klaassen
Artilheiro: Davy Klaassen (7 gols)
Destaque: Lasse Schöne (meio-campista)
Objetivo do início: título
Avaliação: Após um início hesitante, o Ajax passou por mudanças e subiu. Ocupa a posição que era esperada – ou seja, a liderança. E será duro tirá-la dele

O atual tricampeão nacional começou a temporada 2013/14 como favorito ao tetracampeonato, inédito em sua história. Só que a insegurança defensiva tornou a defesa de tal status bem mais difícil. Principalmente no início da temporada: se o time fazia gols, levava ainda mais. Foi o que se viu no empate por 3 a 3 contra o Heerenveen, na quarta rodada, e nas derrotas para AZ (3 a 2, segunda rodada) e, principalmente, PSV (4 a 0, sétima rodada). Foi aí que Frank de Boer teve de mudar algumas coisas.

Irregular debaixo das traves, Vermeer cedeu lugar a Cillessen. Na defesa, Denswil cedeu espaço para Joël Veltman. E as mudanças também ocorreram no meio-campo, onde Blind começou a ser escalado, e no ataque, com a ascensão de Davy Klaassen nas últimas rodadas do turno. A defesa ficou mais confiável, até pelo esforço de Schöne e Serero em começar a marcação já no meio-campo. Não contentes, os dois passaram a auxiliar o ataque com mais constância, até para preencher a lacuna que Christian Eriksen deixou.

E justamente após uma derrota para o Vitesse, adversário direto na disputa pela ponta, em plena Amsterdam Arena, as coisas começaram a se encaixar. Com um bom tanto de sorte, é verdade, como mostram as vitórias fora de casa contra Cambuur e Roda JC, arrancadas nos minutos finais, que finalmente levaram o time à liderança. Mas com uma autoridade e uma segurança de quem está a fim de se afirmar, de vez, como o grande favorito ao título. E a campanha honrosa na Liga dos Campeões – mais as boas perspectivas na Liga Europa – só deverão auxiliar o Ajax a se impor no Campeonato Holandês.

Vitesse
Piazon é o grande destaque do Vitesse na temporada

Piazon é o grande destaque do Vitesse na temporada

Posição: 2º colocado, com 37 pontos em 18 jogos
Técnico: Peter Bosz
Time-base: Velthuizen; Leerdam, Kashia, Van der Heijden e Van Aanholt; Pröpper, Vejinovic e Atsu; Ibarra, Lucas Piazon e Havenaar
Artilheiro: Lucas Piazon (11 gols)
Destaque: Lucas Piazon (atacante)
Objetivo do início: vaga na Liga Europa, repetindo o desempenho do ano passado.
Avaliação: Equipe pode até cair, mas no mínimo, deve alcançar o objetivo inicial. E mostra estofo e coesão para lutar pelo título inédito.

Com a saída de Fred Rutten, no banco, e Wilfried Bony, no campo, esperava-se um Vitesse pouco menos ousado. Até porque as contratações foram algo tímidas: apenas o lateral direito Kelvin Leerdam veio em definitivo para Arnhem. Só que as coisas começaram a se encaixar. Pelo acordo oficioso com o Chelsea (que, no fim das contas, acaba sendo oficial), mais alguns atletas foram emprestados ao elenco.

Um deles era Lucas Piazon, em quem pouco se apostava. Pois bem: demonstrando rapidez e inteligência no ataque, o brasileiro vive a primeira grande fase da sua carreira. Não bastasse isso, tem a seu lado o japonês Havenaar a dar todo o esforço que o ataque necessita. No meio-campo, enquanto Vejinovic volta a ser promissor como não era desde os tempos de AZ, o ganês Christian Atsu apresenta grande vitalidade na marcação.

Além de tudo, Peter Bosz viu o lado bom de nem ter contratado tanto, nem ter perdido tanta gente: soube armar um time coeso, que se auxilia no 4-3-3, com os poucos jogadores que uniram-se a quem já estava lá. E o Vitesse voltou a demonstrar força suficiente para falar grosso e sonhar com o título inédito. Por contar com uma equipe bem armada, como se viu na temporada passada, e por ter segurança – como se vê no ótimo desempenho fora de casa, com direito a vitórias sobre PSV e Ajax.

Twente

Posição: 3º lugar, com 34 pontos em 18 jogos
Técnico: Michel Jansen
Time-base: Marsman; Rosales, Bjelland, Bengtsson e Koppers; Ebecilio, Eghan e Gutiérrez; Promes, Castaignos e Tadic
Artilheiro: Luc Castaignos (10 gols)
Destaque: Felipe Gutiérrez (meio-campista)
Objetivo do início: vaga na Liga Europa, a partir dos play-offs – quem sabe, pela colocação no campeonato
Avaliação: A turbulência parece coisa do passado. Com um time renovado e pacificado, o Twente se recompôs bem e pode brigar pelo título

Quando falava das perspectivas do Twente para a temporada atual, a coluna comentou que os Tukkers viviam um recomeço. Sem figurinhas carimbadas, a aposta viria em gente nova – incluindo o técnico Michel Jansen. Por enquanto, dá certo. Porque a equipe de Enschede vive uma fase que lembra a dos melhores tempos: um time encardido, para o qual não há bola perdida.

Em grande parte, o meio-campo é responsável por isso. Kyle Ebecilio e Shadrach Eghan são daqueles jogadores que parecem ter fôlego inesgotável, suficiente para correrem durante os 90 minutos. Principalmente o ganense Eghan, que faz papel muito importante no esquema tático, ao desarmar e iniciar as jogadas de ataque com muita velocidade.

Claro que nada disso aconteceria se não houvesse a parte dos jogadores que coloca a bola na área – e na rede. Aqui o mérito é de três jogadores: Felipe Gutiérrez, cotado para ir à Copa do Mundo com o Chile, que assumiu o papel de criar as jogadas. Afinal, o antigo armador, Tadic, passou a jogar pela ponta esquerda – sem, no entanto, ter deixado de ser inventivo. E há Castaignos, vivendo possivelmente a melhor fase de sua carreira. Com essa confiança que voltou a apresentar, o Twente também voltou a parecer capaz de sonhar com o segundo título nacional de sua história.

Feyenoord

Posição: 4º lugar, com 33 pontos em 18 jogos
Técnico: Ronald Koeman
Time-base: Mulder; Janmaat, De Vrij, Mathijsen e Martins Indi; Vilhena, Clasie e Immers; Schaken, Pellè e Boëtius
Artilheiro: Graziano Pellè (13 gols)
Destaque: Graziano Pellè (atacante)
Objetivo do início: título
Avaliação: Por enquanto, o Stadionclub é favorito… a uma vaga direta na Liga Europa. Mas se se esforçar ainda mais e os destaques jogarem bem, pode sonhar com o título

Não são poucos os que apontam o Feyenoord como um favorito em potencial ao título holandês. Nem tanto pela qualidade da equipe, mas principalmente pelos compromissos que outras equipes teriam em competições continentais. Aparentemente, tal argumento se perdeu: Vitesse e Twente só têm o Campeonato Holandês pela frente, e o Ajax terá a Liga Europa (que não causaria crise em caso de derrota) e a Copa da Holanda. Só que o Feyenoord ainda pode chegar ao título nacional que encerraria 15 anos de jejum.

A razão principal é que o time continua mostrando a mesma qualidade das últimas temporadas: uma raça elogiável, aliada a algum talento. Este vem de Jordy Clasie, cada vez mais o dono do meio-campo na equipe de Ronald Koeman, tendo ao lado a agilidade de Tonny Trindade de Vilhena e a raça de Lex Immers. Na defesa, há a raça de Joris Mathijsen e Stefan de Vrij, aliada à consciência defensiva de Daryl Janmaat e à ascensão de Erwin Mulder – hoje, dos melhores goleiros da Eredivisie.

E há Graziano Pellè, italiano que continua sendo a garantia de gols que acalma a torcida em Roterdã. Pellè já marcou 13 gols, a segunda melhor marca do campeonato, e foi artilheiro do Campeonato Holandês no ano de 2013, com 28 gols. Com marcas respeitáveis (a despeito de seu estilo menos técnico e mais goleador), é a principal esperança que pode levar o Feyenoord a deixar de ser “apenas” o quarto colocado, com vaga garantida na Liga Europa, para virar candidato definitivo ao título.

Parecia difícil, com o mau começo: três derrotas nos três primeiros jogos, a pior marca do clube em sua história no Campeonato Holandês. Mas como se viu, o Stadionclub segue com a confiança em alta. E tem grandes razões para ainda se motivar: o sorteio das quartas de final da Copa da Holanda reservou um clássico contra o Ajax. Pode ser apenas a Copa da Holanda, mas é De Klassieker.

Heerenveen

Posição: 5º lugar, com 29 pontos em 18 jogos
Técnico: Marco van Basten
Time-base: Nordfeldt; Van Anholt, Kruiswijk, Otigba e Dijks; De Roon, Ziyech e Van den Berg; Van la Parra, Finnbogason e Slagveer
Artilheiro: Alfred Finnbogason (17 gols)
Destaque: Alfred Finnbogason (atacante)
Objetivo do início: Ficar no meio da tabela – e, com sorte, classificar-se para os play-offs por vaga na Liga Europa
Avaliação: Por enquanto, o objetivo está sendo alcançado com justiça. E manter Finnbogason por mais seis meses ajudará nisso
Após a temporada altamente decepcionante do ano passado, restava ao Heerenveen juntar os cacos e partir para uma nova temporada. Porém, a luz no fim do túnel já surgira ao longo de 2012/13, quando o time chegou a reagir, guiado pelos gols de Alfred Finnbogason e as boas jogadas de Filip Djuricic. E a tendência de crescimento se acentuou agora.

Principalmente porque Marco van Basten, ao contrário de sua passagem pelo Ajax, continuou acreditando no trabalho que fazia. E porque alguns jogadores ganharam oportunidades e deram muito certo. Um bom exemplo é Hakim Ziyech: originalmente atacante, foi recuado para o meio-campo, e tornou-se titular absoluto jogando como meio-campista. Outro começou a aparecer no fim do turno: Bilal Basacikoglu, atacante que ainda é reserva, mas que já começa a alternar-se na ponta esquerda com Luciano Slagveer.

Só que o destaque dos frísios ainda é ele, Alfred Finnbogason. O islandês passou a primeira metade da temporada fazendo o que já fizera na temporada anterior: gols, muitos gols, gols em profusão. Principal goleador do Campeonato Holandês, com 17 gols em 15 jogos, terminou 2013 marcando mais um, na goleada por 5 a 1 sobre o AZ. Com isso, igualou os 27 gols de Afonso Alves em 2007, tornando-se o maior artilheiro do Heerenveen num ano solar. Continua sendo cortejado aqui e ali, mas fica no Fean, pelo menos por enquanto. E segue como o representante de uma reação justa.

Groningen

Posição: 6º lugar, com 27 pontos em 18 jogos
Técnico: Erwin van de Looi
Time-base: Bizot; Magnasco, Kappelhof, Eric Botteghin e Wijnaldum; Kieftenbeld, De Leeuw e Chery; Kirm, Zivkovic e Kostic
Artilheiro: Michael de Leeuw (6 gols)
Destaque: Michael de Leeuw e Richairo Zivkovic (atacantes)
Objetivo do início: Ficar no meio da tabela – e disputar play-offs por vaga na Liga Europa, em caso de evolução rápida
Avaliação: Sem grande brilhantismo, a equipe vai cumprindo a sua tarefa, exatamente por causa do entrosamento adquirido rapidamente

Entre os nove primeiros colocados do Campeonato Holandês, o Groningen é provavelmente o mais discreto de todos. Não tem nenhum grande destaque em sua equipe. É mediano no desempenho dentro e fora de casa. E o time não possui nenhum destaque de encher os olhos.

Mas há um fator a explicar a boa campanha do Orgulho do Norte: um entrosamento adquirido rapidamente. Jogadores contratados para a atual temporada entraram e se entenderam rapidamente com os remanescentes – principalmente na defesa, com Eric Botteghin e Giliano Wijnaldum. E no ataque, Michael de Leeuw segue como o mais confiável jogador. Mas agora tem a seu lado Richairo Zivkovic, de 17 anos, alguém em quem o Groningen coloca muitas esperanças.

PSV
Algumas vitórias antes da pausa de inverno acalmaram a crise do time do técnico Philip Cocu (Foto: AP)

Algumas vitórias antes da pausa de inverno acalmaram a crise do time do técnico Philip Cocu (Foto: AP)

Posição: 7º lugar, com 26 pontos em 18 jogos
Técnico: Phillip Cocu
Time-base: Zoet; Arias, Bruma, Rekik e Willems; Hiljemark (Toivonen), Maher e Schaars; Depay, Locadia e Jozefzoon
Artilheiro: Memphis Depay (6 gols)
Destaque: Memphis Depay (atacante)
Objetivo do início: título
Avaliação: A crise ainda é uma ameaça constante, e o título ficou bem mais difícil. Mas convém manter o trabalho, e tentar uma vaga nas competições europeias

Difícil negar que o PSV é a grande decepção deste início de temporada. Ainda mais pelo começo fulgurante da equipe, incluindo goleada sobre o líder Ajax. A equipe parecia motivada, sem a preguiça que se viu em outros tempos; no ataque, o trio Depay-Locadia-Bakkali prometia fazer e acontecer; a torcida apoiava a reestruturação pela qual o clube passa… enfim, motivos não faltavam para o clube acreditar que poria fim ao jejum que já dura cinco anos.

Mas o tempo passou, e os prejuízos começaram a se acumular. Bakkali se machucou, e não reeditou as boas atuações do começo da temporada. A defesa sofreu com alguns contratempos, como a lesão de Karim Rekik. No meio-campo, Maher mostrou-se tímido até agora, longe do meio-campista insinuante que era no AZ. No banco, Ola Toivonen entrou em rota de colisão com a diretoria do clube. A campanha na Liga Europa foi pavorosa. Park Ji-Sung, veterano que podia ajudar, lesionou-se.

Tudo isso culminou num fim de turno com um ambiente turbulento, com direito a protesto da torcida, vexame de jogador em campo (a “banana” mandada por Bruma para a torcida do Feyenoord, na derrota por 3 a 1 em Roterdã), goleada sofrida em casa (o 6 a 2 para o Vitesse) e coisas assim. E o título já virou uma hipótese bem remota. Mas as duas vitórias que fecharam o turno, contra Utrecht e ADO Den Haag, afastaram rumores que já pipocavam aqui e ali sobre eventual demissão de Cocu. Resta ao clube fazer uma boa intertemporada para voltar bem e esquecer o triste ano do centenário.

AZ

Posição: 8º lugar, com 24 pontos em 18 jogos (na frente pelo melhor saldo de gols)
Técnico: Gertjan Verbeek (até a 8ª rodada), Martin Haar (interino, somente na 9ª rodada) e Dick Advocaat (desde a 10ª rodada)
Time-base: Alvarado; M. Johansson, Gouweleeuw, Viergever e Wuytens; Elm, Gudelj e Martens; Beerens, A. Jóhannsson e Gudmundsson
Artilheiro: Aron Jóhannsson (11 gols)
Destaque: Aron Jóhannsson (atacante)
Objetivo do início: Vaga nas competições europeias, ficando entre os quatro primeiros do campeonato
Avaliação: fim do turno foi preocupante para os Alkmaarders. Mas ainda há esperança de vaga em competições europeias, mesmo longe dos quatro primeiros

O desempenho do AZ nas últimas cinco rodadas da Eredivisie em 2013 lembrou o trágico campeonato que o time de Alkmaar fez em 2012/13, quando chegou a flertar com o perigo do rebaixamento: apenas um ponto em cinco jogos. Com isso, pode parecer que os Alkmaarders novamente estão vivendo um mau ano, até pelas críticas cada vez mais ácidas de Dick Advocaat a cada mau resultado que se viu no fim do ano passado. Mas a verdade é um pouco menos dramática.

Há o perigo de se afastar da disputa pelos play-offs – o que, aí sim, seria dramático. Mas o time tem material humano para reagir a partir do recomeço da liga. Aron Jóhannsson, americano de ascendência islandesa, tem tudo para comandar o ataque e consolidar seu nome na seleção dos Estados Unidos. Na defesa, Jeffrey Gouweleeuw ocupou definitivamente a vaga de Moisander. E o belga Martens, livre de lesões que o atormentaram nos últimos anos, vive sua melhor fase em algum tempo. Enfim, o AZ teve uma queda preocupante. Mas ainda pode reagir.

Utrecht

Posição: 9º lugar, com 24 pontos em 18 jogos
Técnico: Jan Wouters
Time-base: Ruiter; Markiet, Van der Maarel (Derijck), Heerings e Bulthuis; Ayoub, Toornstra e Oar; De Ridder, Mulenga e Sarota (Pappot)
Artilheiro: Steve de Ridder (7 gols)
Destaque: Steve de Ridder (atacante)
Objetivo do início: Repetir o desempenho do ano passado, até para apagar o vexame da eliminação na segunda fase preliminar da Liga Europa
Avaliação: Repetir o desempenho, os Utregs não repetem. Mas conseguir lugar nos play-offs é uma hipótese bem possível

O Utrecht é uma equipe que tem sofrido com a falta de coesão entre ataque e defesa. Basta ver a lista dos jogadores, e em quantas partidas atuaram. Os defensores que fazem parte da equipe que Jan Wouters geralmente levou a campo passam das dez partidas. E em geral, tiveram bom desempenho.

Já no ataque, a inconstância é tremenda: vários atacantes foram testados junto de Jacob Mulenga, atualmente lesionado, e Steve de Ridder, talvez o único a ter sido aprovado. Para se ter uma ideia, até Toornstra, meio-campista de origem, foi improvisado no ataque do 4-3-3, às vezes alterado para 4-4-2, com que a equipe vai a campo.

Com isso, repetir o ótimo quinto lugar do campeonato passado fica um pouco mais difícil. Mas caso a equipe consiga se firmar do meio para a frente, numa escalação melhor definida, dá para alcançar os play-offs por vaga na Liga Europa – até para consertar o grande vexame da eliminação para o Differdange, de Luxemburgo, na segunda fase preliminar.