A decisão já havia sido tomada, mas, agora, tornou-se pública: André Villas-Boas não é mais técnico do Shanghai SIPG. Em um ano de trabalho, foi finalista da Copa da China e segundo colocado da Superliga Chinesa. Segundo o Jogo, de Portugal, e o Independent, da Inglaterra, o clube lhe ofereceu a renovação por mais uma temporada, mas o técnico português recusou. Tinha outros planos em mente: participar da 40ª edição do Rally Dakar.

Ainda não se sabe o que será o futuro da carreira de treinador de Villas-Boas, campeão da Liga Europa pelo Porto e com passagens por Chelsea, Tottenham e Zenit. O Independent também informa que o Everton abordou o português para substituir Ronald Koeman – ele divide agentes com o compatriota Marco Silva, do Watford, preferência do time azul de Liverpool, que acabou contratando Sam Allardyce. Sem vontade de retornar à Inglaterra, Villas-Boas recusou.

Ainda com 40 anos, o mais provável, neste momento,  é que tire férias estendidas do futebol e se dedique a outras paixões. Como o esporte a motor. Quando era adolescente, participava de campeonatos off-road em Portugal, seguindo os passos do tio Pedro Villas-Boas, que participou do Rally Dakar, em 1982. André queria estrear no famoso rali pilotando uma moto, mas foi convencido a adotar uma postura um pouco mais conservadora e guiar um Toyota Hilux.

“Conversei com meu amigo Alex Doringer, administrador da equipe KTM (de moto), que me disse que eu precisaria de um ano inteiro de preparativos para chegar lá e que seria melhor correr o rali com um carro. Então, entrei em contato com o Team Overdrive e aqui estou”, afirmou, em entrevista ao site do Rally Dakar, que não será em Dakar, mas na América do Sul. Larga em 6 de janeiro, no Peru, e termina, duas semanas depois, na Argentina, passando pela Bolívia.

Ele será acompanhado pelo amigo Ruben Faria, seu co-piloto, que foi segundo colocado nas motos, em 2013, e estava parcialmente aposentado, apenas administrando a equipe Husqvarna. “Quando André me ligou para propor que eu corresse com ele, tive que pensar…. por cinco segundos”, disse Faria, que deve contribuir para que a aventura de Villas-Boas pelo rali não acabe em frustração, como a maioria dos seus trabalhos de técnico de futebol desde que deixou o Porto.