Depois de uma temporada muito promissora, com uma arrancada que o aproximou do título holandês e da final da Liga Europa, com um punhado de talentosos jovens jogadores, o Ajax teve que reiniciar o seu projeto com a saída do treinador Peter Bosz. A avaliação consensual era de que a possibilidade de treinar o Borussia Dortmund, candidato à Bundesliga e à Champions League, seria boa demais para ser recusada. Bosz, porém, afirmou que teria deixado o tetracampeão europeu mesmo sem proposta dos alemães.

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A raiz do problema de Bosz no Ajax era discordâncias com a comissão técnica fixa, formada pelo auxiliar técnico Hennie Spijkerman, o treinador de goleiros Carlo L’Ami, o fisioterapeuta Björn Rekelhof e Dennis Bergkamp, atualmente quase um dirigente da equipe. O diretor geral Edwin Van der Sar reconheceu que havia problemas, mas que eles eram contornáveis. Mas Bosz estava com a decisão tomada.

“Eu disse a Van der Saar em janeiro que não queria tomar esse caminho. Indiquei mês a mês que algo tinha que mudar. Cabia ao clube fazer algo, mas isso não aconteceu”, afirmou, ao NOS. “Eu gostava muito do Ajax e adoraria ficar. Minha saída não tem nada a ver com dinheiro ou o interesse do Dortmund. Mesmo que as pessoas não queiram acreditar, é verdade”.

Bosz disse que foi uma temporada de aprendizagem para ele. “Conseguimos trabalhar com talentosos jogadores. Finalmente, tivemos a capacidade de formar uma equipe que fez algo único, chegando à final da Liga Europa”, comemorou. Na decisão, o Manchester United venceu o Ajax por 2 a 0.

No comando do Borussia Dortmund, o ex-treinador dos holandeses lidera a Bundesliga com 19 pontos, seis vitórias e um empate, após sete rodadas.