Nem parece que Paul Pogba tem só 21 anos. O garoto é tão eficiente na Juventus que já parece parceiro de monstros como Vidal e Pirlo há tempos. Pela seleção principal, tem pouco mais de um ano de sua primeira convocação. No entanto, a forma como toma conta do meio-campo dos Bleus é impressionante. Contra o Equador, foi assim. A França não teve das suas melhores atuações, mas o volante sobrou. Foi o Bola de Ouro no Mundial Sub-20 de 2013. E, meses depois, parece pronto para ao menos ganhar o prêmio de melhor jovem desta Copa – entregue apenas a jogadores nascidos a partir de 1993.

Pogba não está na melhor forma física. Por isso mesmo, saiu cedo da partida contra Honduras e nem começou jogando na goleada sobre a Suíça. E, com Moussa Sissoko mostrando muito serviço em seu lugar, precisava compensar. Conseguiu. O meio-campista combinou talento e presença física na meia-cancha. Ditou o ritmo com passes cursos, abriu espaços com lançamentos e também arriscou bastante a gol. Por centímetros, duas vezes, não balançou as redes contra os equatorianos.

Em um time que não possui um armador clássico, Pogba é quem assume um pouco mais a função de orquestrar os Bleus, ajudado pelos participativos pontas. A qualidade técnica permite que desempenhe essa função muitíssimo bem. É o complemento às características de Cabaye e Matuidi, trio que forma o melhor meio de campo da Copa nesta primeira fase. Com o diferencial que Pogba parece não sentir peso algum em disputar o maior torneio do mundo, algo fundamental nos mata-matas.

O desafio da França não é tão grande na próxima etapa, contra a Nigéria. Depois, chances de pegarem só pedreiras. No pior cenário possível, Alemanha e Brasil seriam os adversários até a final. E a forma como Pogba encara os desafios é importantíssima. Em uma seleção com pouca experiência em Mundiais (dos titulares, só Lloris, Evra e Valbuena estiveram em edições anteriores), esse ímpeto do garoto pode ser decisivo.