Gheorghe Popescu é um dos maiores ícones da história da Romênia. Mesmo contemporâneo de Gheorghe Hagi, foi seis vezes eleito o jogador do ano no país. Marcou época no Barcelona, no PSV e no Galatasaray. Disputou três Copas do Mundo. Construiu uma fama suficiente para ser favorito nas eleições para presidente da Federação Romena de Futebol. E, por isso mesmo, a notícia de que o veterano foi condenado a três anos e um mês de prisão, apenas horas antes de disputar o pleito, causa tanto espanto.

Popescu era acusado de fraudes fiscais e lavagem de dinheiro. Ao lado de outros réus, o defensor participou da transferência de 12 jogadores do futebol romeno para o exterior, entre 1999 e 2005. E os negócios serviram para encobertar o enriquecimento ilícito do craque. Os promotores do caso constataram uma perda de € 1,7 milhões em impostos e um prejuízo de € 10 milhões aos clubes. Popescu e os outros envolvidos declararam valores para os negócios menores do que realmente eram – você ouviu falar sobre isso em outro caso recente, não?

Além de Popescu, foram presos outros sete dirigentes romenos. E não dá para imaginar que a justiça vai aliviar para os condenados. Não é porque o veterano é uma estrela no país que ficará solta. O exemplo de Gigi Becali, político e empresário que preside o Steaua Bucareste diretamente da cadeia, está aí. Triste notar que um jogador que exibia tanto talento dentro dos campos manche sua história dessa maneira.