Os próximos meses serão movimentados com o troca-troca de jogadores ao redor da Europa. Continuaremos a fazer textos aprofundados sobre os principais negócios, mas para não deixar transferências interessantes passarem em branco, atualizaremos este post no fim do dia. A ideia é sempre destacar um negócio que passou por baixo do radar. Além disso, o espaço serve de fórum para vocês comentarem e debaterem tudo que quiserem sobre a janela europeia

7 de junho: João Pedro, do Palmeiras para o Porto

O lateral direito João Pedro, de 21 anos, foi vendido pelo Palmeiras ao Porto, de Portugal. Jogador da Seleção sub-20 em 2015, João Pedro surgiu como uma promessa interessante no Palmeiras, em 2014. O ano não ajudou muito, convenhamos, com o time tropeçando e caindo pelas tabelas. Mesmo assim, o jogador, com 17 anos, foi bastante utilizado. Depois, nunca se firmou no time do Palmeiras, com o time reformulado e mais forte a partir de 2015. Foi emprestado à Chapecoense em 2017 e estava no Bahia em 2018.

Chega ao Porto por € 4 milhões, uma quantia bastante baixa para um clube do tamanho e dimensão dos portugueses. Do total de € 4 milhões (R$ 18,4 milhões), o Palmeiras ficará com metade (R$ 9,2 milhões), porque tinha 50% dos direitos do jogador. Os portugueses fazem um investimento de baixo risco por um jogador muito jovem e ainda muito promissor. Caso vingue – e ele tem qualidades técnicas para isso -, certamente será cotado para clubes de ligas ainda mais fortes por cinco vezes o valor de compra.

6 de junho: Diogo Dalot, do Porto ao Manchester United

Dalot, o novo lateral direito do Manchester United (Foto: divulgação)

Um dia depois do anúncio de Fred, o Manchester United deu mais motivos para a sua torcida se empolgar. A defesa ganhou o lateral Diogo Dalot, de 19 anos. José Mourinho aposta em um jogador de futuro. E esse investimento não foi barato, considerando que os Red Devils desembolsaram €22 milhões pelo prodígio português. Formado nas próprias categorias de base portistas, sua reputação se concentra mesmo nas equipes menores do clube. Ao longo dos últimos anos, se destacou na Uefa Youth League com o sub-19 e na segundona do Campeonato Português com o Porto B. Foram apenas oito atuações no time principal, somando três assistências nestas parcas chances. Versátil, pode entrar nas duas laterais ou aberto como ala no meio-campo. Será um talento a se lapidar, embora venha para um setor que realmente necessita de opções.

5 de junho: Stephan Lichtsteiner, da Juventus para o Arsenal

Lichtsteiner, o novo reforço do Arsenal (Foto: Divulgação)

A primeira contratação de Unai Emery à frente do Arsenal já representa uma mudança de filosofia. Em vez de um jovem com potencial, um jogador experiente e vencedor. Stephan Lichtsteiner deixou a Juventus, ao fim do seu contrato, para ser uma peça do elenco do clube de Londres, brigando por posição com Héctor Bellerín. Mas sua missão vai além de defender a lateral direita e apoiar o ataque. Aos 34 anos, busca introduzir um pouco da mentalidade vencedora que vem faltando ao Arsenal nos últimos anos. Afinal, em sua carreira na Itália, defendendo Lazio e Juventus, conquistou sete títulos do Campeonato Italiano e cinco da Copa Itália. Ainda tem vasta experiência pela seleção suíça. Na Rússia, disputará sua terceira Copa do Mundo. Em sua última temporada em Turim, Lichtsteiner entrou 32 vezes em campo, 23 como titular.

4 de junho: Nicolás Castillo, do Pumas UNAM ao Benfica

Castillo, contratação do Benfico

Aos 25 anos, Nicolás Castillo possui uma carreira bastante rodada. Revelado pela Universidad Católica, o chileno defendeu o clube até 2014. Passou por Club Brugge, Mainz 05 e Frosinone, até voltar para casa e arrebentar com a Católica bicampeã nacional em 2016 e 2017. O sucesso o levou novamente ao exterior, e seus números vinham sendo satisfatórios no Campeonato Mexicano, com o Pumas UNAM. Hora de tentar a sorte mais uma vez na Europa, almejando se recuperar dos fracassos na Alemanha e na Itália, onde mal entrou em campo. Desde seu retorno a Santiago, os números são superlativos, com 43 gols em 51 partidas nas ligas nacionais. O centroavante é uma alternativa ao setor ofensivo no Estádio da Luz e, no fim das contas, até saiu barato, em investimento que custou €6,85 milhões aos encarnados. Pode ser um salto na carreira, pensando inclusive na seleção chilena.

3 de junho: Diego Rigonato, do Stade de Reims ao Al Dhafra

Se o mercado não anda lá muito movimentado na Europa durante os últimos dias, vale olhar para outras direções. E o brasileiro Diego Rigonato poderá fazer o seu pé de meia nos Emirados Árabes Unidos. O meia não é nenhum Just Fontaine, mas se colocou como ídolo do Stade de Reims nos últimos anos. Com passagens pela base de Rio Branco de Americana, União Barbarense e São Paulo, o paulista seguiu à Hungria em 2006, onde defendeu o Honvéd. Depois, se mudou à França, jogando pelo Tours. E desde 2012 envergava a camisa tradicional do Reims. Foram quatro temporadas na Ligue 1, até o descenso dos alvirrubros em 2016. Já seu melhor momento aconteceu em 2017/18, quando permitiu ao clube da região de Champanhe retornar à primeira divisão, com uma campanha recorde na Ligue 2. Diego anotou nove gols e serviu 12 assistências, eleito o melhor jogador da segundona. É o que sela sua ida ao Al Dhafra, time de pretensões modestas no Campeonato Emiratense. Aos 30 anos, vai para garantir um bom dinheiro e, quem sabe, ser mais um dos brasileiros que viram reis no Oriente Médio.

2 de junho: Willy Boly, do Porto ao Wolverhampton

Revelado pelo Auxerre, Boly se destacou no Braga antes de seguir ao Porto como uma aposta em 2016/17. Uma aposta que não se cumpriu, com poucas chances no Estádio do Dragão. Durante o último ano, foi repassado ao Wolverhampton. E o zagueiro terminou a campanha na Championship 2017/18 como um dos esteios na conquista do acesso pelos Wolves, titularíssimo na linha defensiva. Somou 36 partidas na caminhada rumo à Premier League, o que valeu sua contratação definitiva. O clube acionou a cláusula de permanência e pagou €12 milhões pelo beque de grande presença física, quase o dobro do investimento inicial dos portistas. Aliás, Boly não é o único que seguirá no Molineux. O Wolverhampton também garantiu a continuidade de Benik Afobe, que contribuiu com seis gols no segundo turno da Championship, quando veio de empréstimo junto ao Bournemouth. O atacante custou €14,2 milhões, também conforme a cláusula de permanência.

1° de junho: Takashi Inui, do Eibar para o Betis

Takashi Inui foi uma atração à parte ao Eibar. A cada partida do japonês no clube basco, dezenas de compatriotas iam apoiá-lo nas arquibancadas do modesto Estádio de Ipurua. Não seria exagero dizer até que a cidadezinha se transformou em ponto turístico aos orientais. E, mais do que um chamariz, o ponta também rendeu em campo. Foi um dos esteios nas campanhas dignas dos nanicos na primeira divisão, com 11 gols em 89 partidas por La Liga. Ao final de seu contrato, deu um passo à frente em sua carreira e assinou com o Betis. Será um reforço interessante aos verdiblancos, considerando a exigência de uma temporada na qual disputarão a Liga Europa. Porém, o grande destaque ficou para o anúncio psicodélico feito pelos béticos.

31 de maio: Iván Marcano, do Porto para a Roma

Depois de um jovem com potencial, a Roma contratou um velho barato. O experiente zagueiro de 30 anos, Iván Marcano, foi anunciado pelo clube italiano. Sólido e bom no jogo aéreo, o espanhol começou carreira no Racing Santander, em 2007. Foi vendido ao Villarreal e ainda passou por Getafe, Olympiacos, e Rubin Kazan antes de desembarcar no Porto, em 2014. Ao longo de quatro temporadas, sempre foi regular na equipe principal e titular nas últimas duas campanhas. Chegou a ser capitão em algumas partidas e somou 157 partidas pelos Dragões. Ao fim de seu contrato, foi arrebatado pelo diretor de futebol Monchi para acrescentar experiência ao jovem time romano.

30 de maio: Nordi Mukiele, do Montpellier para o RB Leipzig

Por mais que invista bastante em jovens atletas, o RB Leipzig não costuma gastar grandes bagatelas em suas apostas. O maior negócio aconteceu com a vinda de Naby Keïta, por €33 milhões, o que nem conta muito, considerando que a grana acabou no “irmão” Red Bull Salzburg. Kevin Kampl custou €20 milhões junto ao Bayer Leverkusen. Já o terceiro lugar no pódio, ao lado de Jean-Kevin Augustin, agora é ocupado por Nordi Mukiele. Foram €16 milhões pagos ao Montpellier, um dinheiro que chama atenção por ser empregado em um jogador para a defesa. A ascensão do garoto de 20 anos, aliás, é meteórica: há um ano, os franceses desembolsaram €1,5 milhão para tirá-lo do Stade Laval, na Ligue 2. Valorizado dez vezes mais, torna-se o nono defensor sub-20 mais caro da história. Dono de bom porte físico, o rapaz combina velocidade e qualidade pelo alto, além de uma leitura de jogo privilegiada. Versátil, pode atuar como zagueiro e como lateral direito. Revezou-se nas duas posições ao longo da Ligue 1, na qual disputou 33 partidas com La Paillade. Convocado às seleções francesas de base, poderá compartilhar a defesa com Dayot Upamecano e Ibrahima Konaté, seus companheiros em Clairefontaine.  Investimento alto da Red Bull, mas que se justifica, levando em conta que endinheirados como Chelsea e Manchester City também estavam de olho.

29 de maio: Ante Coric, do Dínamo Zagreb para a Roma

Um negócio com a cara do diretor de futebol da Roma, o espanhol Monchi. Ante Coric é um jovem de 21 anos muito valorizado. Na Croácia, dizem ser da estirpe de um Luka Modric ou um Mateo Kovacic. Mesmo tão jovem, já tem bastante experiência entre os adultos, com 143 partidas pelo Dínamo Zagreb, desde que estreou, em 2014. O preço foi módico, apenas € 6 milhões. E a Roma ainda fez uma graça no Twitter, com Monchi checando os atributos de Coric em 2026 no Football Manager.