O jornalista Thiago Uberreich já tem certa experiência em produzir material histórico sobre as Copas. Um dos apresentadores do “Jornal da Manhã” da Rádio Jovem Pan, na qual está desde 2005, Thiago até recebeu um prêmio por esse material – o Prêmio Embratel, em 2010, por uma série de reportagens sobre a história das Copas. Depois, levou ao ar na Jovem Pan séries com os áudios das partidas dos títulos brasileiros em 1970 e em 1962. Após o áudio, Thiago decidiu registrar a história em livro: para isso, fez “Biografia das Copas” (Onze Cultural), a ser lançado nesta terça, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, a partir das 18h.

No livro, Thiago descreve a história das Copas entre 1930 e 2014, se valendo de várias fotos para expor as partidas do Brasil, em detalhes; as das demais seleções, em resumos. Interesse pelo torneio não lhe falta, desde bem antes de ser jornalista: “Na época da Copa de 1990, ainda com 13 anos, comecei a colecionar material relativo aos mundiais. Ganhei dos meus pais o primeiro livro que li sobre o assunto. Era uma obra pequena, escrita pelo jornalista Solange Bibas: ‘As Copas que ninguém viu’ contava os bastidores dos mundiais de 1930 a 1978. Apesar de defasado, ainda era vendido em livrarias, às vésperas da Copa de 1990. A partir daí, nunca mais parei de colecionar material sobre futebol”.

Em cada capítulo, ainda é descrito o contexto social e político do mundo na época, bem como as transmissões televisivas da Copa, desde 1970: “Realizei uma ampla pesquisa sobre relatos das partidas feitos pelos jornais e as transmissões dos mundiais pelo rádio e pela TV, sobre como funcionou o pool das transmissões em 1970, além de colocar a grade da televisão antes de cada jogo do Brasil”. Também não lhe faltavam fontes de pesquisa para isso: Thiago é dono de um acervo com mais de quatro mil horas de jogos. “As íntegras dos jogos das Copas (boa parte em língua estrangeira) me ajudaram a obter informações para o livro. Mesmo trabalhando em rádio, em que o áudio é primordial, eu sempre gostei de televisão. E claro, com a evolução das Copas, a TV, claro, foi ganhando cada vez mais destaque. E não tem como deixar isso de lado”. Também serviram de fonte os relatos de jornais: “Em todos os capítulos eu transcrevo reportagens. São textos escritos no calor da hora. E isso é muito legal”.

Fica mais um item para a biblioteca esportiva brasileira. A ser lançado nesta terça, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, a partir das 18h.