Não é exatamente algo inesperado, mas ainda assim uma grande notícia à torcida da Juventus. Nesta quinta-feira, a Velha Senhora confirmou a permanência de Douglas Costa no elenco. O ponta estava apenas emprestado pelo Bayern de Munique, mas aguardava-se que a diretoria juventina exercesse a opção de compra. Negócio assegurado com o pagamento de €40 milhões, um valor que não é baixo, mas se mostra bastante condizente por tudo o que o brasileiro jogou na reta final da Serie A e que também é inferior à sua atual avaliação de mercado – €55 milhões, conforme o Transfermarkt. Vale lembrar que, pelo empréstimo, os bianconeri já tinham desembolsado €6 milhões.

Douglas Costa vinha sendo cortejado por outros clubes, em especial o Manchester United. Assim, a Juve preferiu não correr riscos e fechar contrato, assinando com o ponta até 2022. E, pessoalmente, Turim também significa uma redenção à carreira do camisa 11. Sem conseguir reproduzir o impacto do primeiro ano em sua segunda temporada no Bayern de Munique, ir para a Itália significou ganhar mais sequência. Embora não tenha sido titular absoluto no time de Massimiliano Allegri, o papel do brasileiro se escancarou na reta final da Serie A. Não seria exagero colocá-lo como um dos principais responsáveis pelo Scudetto, desequilibrando em vários jogos quando a Velha Senhora finalmente conseguiu se distanciar do Napoli.

Douglas Costa anotou quatro gols e distribuiu 13 assistências na Serie A. Foram dois tentos e sete passes decisivos nas últimas oito rodadas. Marcou a diferença em duelos fundamentais contra a Sampdoria, o Bologna e a Internazionale. Ao final, ainda participou da festa do título contra o Hellas Verona, saindo como o melhor em campo. Faltou ser um pouco mais efetivo na Liga dos Campeões, o grande objetivo dos juventinos em paralelo à manutenção da hegemonia no Italiano. De qualquer maneira, não deixa de ser uma arma a mais para as ambições do clube na próxima edição da competição continental.

Afinal, Douglas Costa oferece uma característica de jogo que se casa bem com o estilo da Juventus, explorando as pontas e chegando à linha de fundo. Juntamente com Juan Guillermo Cuadrado e Federico Bernardeschi, garante amplitude à equipe e quebra as defesas adversárias. Além disso, possui a rara qualidade de resolver em um lance. Justifica o investimento e não surpreenderá se ele se valorizar um pouco mais na Copa do Mundo, contribuindo com a seleção brasileira – provavelmente a partir do banco de reservas. Pelo cenário, a Velha Senhora fez bem com a assinatura.