A Chapecoense sabia que sua missão na Copa Libertadores era bastante difícil. O time de Gilson Kleina não apenas precisava encarar o Parque Central, um dos estádios mais tradicionais e calorosos do continente. Também necessitava buscar a vitória, depois da derrota por 1 a 0 para o Nacional na Arena Condá. O Verdão do Oeste esboçou partir para cima do Bolso, quase abrindo a contagem nos primeiros minutos. No entanto, um gol precoce dos uruguaios levou os planos por terra. Novamente, o Bolso anotou 1 a 0 no placar e avança para a terceira fase preliminar do torneio continental, que define os últimos classificados aos grupos. Já a Chape se junta ao Corinthians como o segundo brasileiro a cair na pré.

Logo no primeiro ataque da partida, o goleiro Esteban Conde salvou o Nacional. Após bola levantada na área, Arthur desviou e o camisa 1 tricolor voou para afastar o perigo. Mas o que parecia um sopro de esperança à Chapecoense, no fim das contas, soou mais como um suspiro. O Bolso abriu o placar na sequência, aos cinco minutos, também em sua primeira chegada. Em cruzamento desviado, Sebastián Fernández ajeitou e Santiago Romero apareceu na área para um chute prensado, que não deu tempo de reação a Jandrei. Naquele momento, um gol já não bastava aos catarinenses, que se interessavam apenas pela virada.

O tento, entretanto, pareceu tirar o ânimo da Chapecoense. O Nacional tinha o confronto nas mãos, dificultando a saída de bola dos visitantes e aparecendo um pouco mais no ataque. O segundo gol quase saiu aos 32, em erro de Márcio Araújo. Fernández por pouco não anotou um golaço por cobertura, errando o alvo por centímetros. Logo depois, seria a vez de Apodi salvar uma bola de Tabaré Viúdez quase em cima da linha. E em uma rara chegada do Verdão do Oeste, antes do intervalo, Conde voltou a salvar. As bolas paradas pareciam a única saída aos catarinenses.

Durante o segundo tempo, a Chape tomou um pouco mais a iniciativa e mudou, acionando o banco de reservas. Bruno Silva, Nadson e Alan Ruschel entraram, mas ainda assim faltava inventividade ao ataque dos alviverdes, para quebrar a solidez defensiva dos anfitriões. Acabaram aguardando um lance fortuito para empatar, o que não aconteceu. Enquanto isso, o Nacional sabia amarrar seus adversários e picar o jogo. Até tiveram mais uma boa chance de ampliar, mas não fez falta. Seguem em frente para encarar o Banfield, em busca da vaga no Grupo 6 – de Santos, Estudiantes e Real Garcilaso.

À Chapecoense, resta lamentar. A campanha memorável no Brasileirão 2017 acaba escorrendo pelo ralo, diante da reformulação da equipe. A falta de encaixe ficou evidente nestes dois jogos contra o Nacional, tanto pelas fragilidades na defesa quanto pela falta de contundência no ataque. E que o Bolso tenha uma camisa pesada, não possui exatamente um time tão forte assim, em um momento no qual vários reforços tentam buscar o seu espaço. Todavia, é a história dos uruguaios que permanece, não o desejo dos catarinenses em ampliarem sua epopeia.