- É a primeira vez desde a Copa de 1930, quando apenas jogadores do Rio de Janeiro foram convocados, que não há nenhum atleta de clubes de São Paulo na convocação. A única vez que os clubes cariocas não tiveram um jogador na Seleção que disputou o Mundial em 2006, quando os três listados de times brasileiros vinham de São Paulo. Para honras os paulistas em 2014, as esperanças são Álvaro Pereira, do Uruguai, além de Eugenio Mena e Valdívia, do Chile.

- Em compensação, a maioria dos jogadores convocados nasceu no Estado de São Paulo, nove no total: Jefferson, Victor, David Luiz, Paulinho, Oscar, Luiz Gustavo, Willian, Neymar e Jô. O Rio de Janeiro tem quatro na convocação, enquanto são dois de Bahia, Minas Gerais e Paraná. Completam a lista um de Espírito Santo, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

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- A divisão de jogadores por liga nacional: seis do Campeonato Inglês, quatro do Brasileiro, três do Espanhol, três do Italiano, dois do Francês, dois do Alemão, um do Russo, um do Ucraniano e um da Major League Soccer. É a primeira vez que a maioria dos jogadores da Seleção vem da Inglaterra. Nas 19 Copas anteriores, em 17 a maioria atuava no Brasil e, nas duas últimas, na Itália.

- Esta a primeira vez desde a Copa de 1994 que a Seleção não tem jogadores do Milan. Já Internazionale e Real Madrid são os únicos dois que emplacaram atletas em todas as convocações desde o Mundial de 1998: pelos nerazzurri, Ronaldo (1998 e 2002), Adriano (2006), Júlio César (2006 e 2010), Lúcio e Maicon (2010), Hernanes (2014); e pelos merengues, Roberto Carlos (1998, 2002 e 2006), Ronaldo e Robinho (2006), Kaká (2010), Marcelo (2014).

- O clube que mais profissionalizou os jogadores listados por Felipão é o Cruzeiro, com três: Jefferson, Maicon e Maxwell. Corinthians (Jô e Willian), São Paulo (Oscar e Hernanes) e Vitória (David Luiz e Hulk) concluíram a formação de dois atletas cada. América-MG, Atlético-MG, Atlético-PR, Bahia, Corinthians-AL, Coritiba, Flamengo, Fluminense, Joinville, Juventude, Pão de Açúcar, Paulista, RS Futebol e Santos relevaram um jogador cada. Botafogo, Grêmio, Inter, Palmeiras e Vasco foram os únicos grandes que não formaram nenhum convocado.

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- O clube com mais jogadores chamados é o Chelsea, com quatro nomes: David Luiz, Ramires, Oscar e Willian. Atlético Mineiro (Victor e Jô), Barcelona (Daniel Alves e Neymar) e Paris Saint-Germain (Thiago Silva e Maxwell) aparecem logo atrás, com dois atletas cada. Além disso, é o segundo Mundial consecutivo que o treinador que mais cede atletas ao Brasil é José Mourinho – em 2010, foram três da Internazionale, também o máximo naquela Copa.

- Ao todo, 17 times liberarão atletas ao Brasil na Copa. É o segundo maior número do Brasil na história dos Mundiais, com um a menos do que em 2002, quando Felipão também tirou jogadores de 18 equipes. Daquela vez, os únicos a cederem mais de um nome foram Corinthians (Ricardinho, Vampeta e Dida), São Paulo (Belletti, Kaká e Rogério Ceni) e Grêmio (Anderson Polga e Luizão).

- Somente seis jogadores disputaram outros Mundiais: Júlio César, Daniel Alves, Maicon, Thiago Silva, Ramires e Fred. Só o goleiro esteve em duas edições anteriores do torneio. São apenas sete Copas no currículo de todo o elenco, o número mais baixo desde a Copa de 1958.

- Dos 23 convocados por Felipão, só um tem 21 anos ou menos, Bernard. É o jogador mais jovem da Seleção em uma Copa desde Kaká, em 2002. Em compensação, seis dos listados têm 31 anos ou mais (Júlio César, Jefferson, Victor, Daniel Alves, Maicon e Maxwell), o maior número desde 1962, quando foram sete os veteranos acima desta faixa de idade.

- A média de idade da seleção brasileira é de 27,7 anos, a terceira maior do país na história dos Mundiais, abaixo apenas de 2006 e 2010. Há, no entanto, uma diferença clara entre os setores da equipe. Os goleiros e os defensores têm média de 29,9 anos, entre os quais Marcelo é o mais jovem, com 25. Já os meio-campistas e os atacantes têm média de 25,75 anos. Fred é o único que passou dos 30, enquanto cinco são mais novos do que Marcelo.