Na semana passada, a Lazio foi até Varsóvia e venceu o Legia por 2 a 0, resultado que a deixou mais próxima de avançar à próxima fase da Liga Europa. No entanto, a história daquela partida ainda está de certa forma longe de terminar. Na noite do jogo, um incidente com os torcedores nos arredores do estádio resultou na prisão de 149 italianos. Seis dias depois, 12 permanecem detidos, e a situação complicada fez o primeiro-ministro Enrico Letta viajar à Polônia nesta quarta para tentar a liberação dos biancocelesti.

De acordo com as notícias da imprensa italiana, tudo teria começado com alguns torcedores da Lazio arremessando objetos em direção aos policiais que faziam a segurança dos arredores do estádio Polish Army, o que teria causado a prisão de três italianos. No entanto, há indícios de que a maioria esmagadora das detenções aconteceram sem motivo aparente. Igli Tare, diretor do clube, afirmou que “cerca de 70 dos nossos torcedores pediram escolta à polícia, de uma cafeteria até o estádio, mas a polícia os deteve sem razão alguma.”

Um dos torcedores envolvidos no episódio contou ao jornal Corriere Dello Sport que os policiais começaram a escolta, mas que, depois, os encurralaram em um beco. “Eles nos detiveram lá sem razão alguma por duas horas, com vans bloqueando as saídas, e revistaram-nos um a um. Não tínhamos feito nada. Quando chegamos ao estádio, fomos revistados novamente e fizemos teste do bafômetro enquanto éramos fotografados.”

Por muito tempo, apenas os três homens que teriam arremessado objetos nos policiais tinham alguma acusação para estarem na prisão. Todos os outros estavam sendo mantidos sem acusação alguma, e agora 11 italianos estão sendo indiciados por terem resistido à prisão, após assinarem documentos em polonês em que confessavam ter resistido.

Independentemente de a torcida biancoceleste possivelmente ter sido alvo de prisões injustas, a Uefa não deverá aliviar para a Lazio. O clube romano será julgado pela entidade por causa dos incidentes em Varsóvia e pode ser obrigada a jogar o último jogo da fase de grupos, contra o Trabzonspor, com os portões do Estádio Olímpico fechados. Diante de tantos indícios de que os torcedores italianos estão sendo alvo de injustiças, é leviano apressar-se em julgar a equipe e potencialmente prejudicá-la sem tudo estar devidamente apurado.