BRASÍLIA - Um dos melhores momentos desta Copa tem sido a execução dos hinos dos países sul-americanos. Com um Mundial no continente após 36 anos, muitos torcedores aproveitaram a proximidade geográfica (e o custo reduzido de viagem) para invadir os estádios. Foi assim com Colômbia, Chile e Argentina. Mas não com o Equador. Não por falta de equatoriano, mas porque, enquanto o hino de Equador e Suíça eram executados, boa parte dos torcedores estava em pé, em alguma fila para entrar no Mané Garrincha.

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Atendi ao pedido da Fifa e cheguei cedo, entrando no estádio com quase duas horas de antecedência, passando tranquilamente  pelos detectores de metal, recebendo ajuda de vários voluntários. Tudo parecia bem, mas faltando 40 minutos para o início da partida, o telão mostrou uma imagem com três filas imensas tentando entrar.

O problema é que nem todos seguiram a recomendação da Fifa, o que acabou expondo uma falha da organização. Já dentro do estádio, alguns torcedores suíços admitiram que ficaram fora do estádio bebendo e conversando despreocupadamente. Apenas quando as filas começaram a se formar que eles se prepararam para entrar. Muitos teriam feito o mesmo.

Mas a responsabilidade não foi apenas dos torcedores. A falta de programação ajudou apenas a expor e aumentar um problema que talvez ocorresse. Alguns ônibus que faziam apenas o transporte de torcedores estavam chegando ao estádio às 13h, momento do jogo estava começando. Para piorar, nem todos os detectores de metal estavam disponíveis para uso.

Afunilando um público concentrado em poucas filas por erro operacional, a multidão não fluiu. E perdemos a oportunidade de ver a maré amarela do Equador cantar com mais força o hino de seu país.