Com 18 pontos de vantagem para o segundo colocado, a possibilidade é meramente matemática do Bayern de Munique não conquistar o seu sexto título seguido do Campeonato Alemão. Os bávaros muito provavelmente serão campeões e isso deve acontecer novamente com antecedência, talvez em março. Contra o que ele chamou de tédio, o ex-jogador do clube Stefan Effenberg fez uma proposta radical em sua coluna no T-online: dividir a liga alemã em dois grupos e zerar os pontos em janeiro.

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Antes de a temporada começar, as 18 equipes da Bundesliga seriam divididas em dois grupos de nove, sem critérios técnicos, com jogos de ida e volta até o Natal. Os quatro melhores de cada chave mais o melhor quinto colocado disputariam o título, com o mesmo modelo, entre janeiro e maio. O restante do campeonato brigaria contra o rebaixamento. “Pode acontecer de haver um grupo forte e um grupo fraco. Isso tem um charme especial porque de repente equipes que antes não tinham chances poderiam se classificar”, escreveu.

Com um detalhe: a pontuação seria zerada no segundo turno, que começaria no primeiro fim de semana de janeiro, encurtando a pausa de inverno. “Isso mantém os jogadores no ritmo”, afirmou. “O campeonato não poderia ser decidido em fevereiro ou março, mesmo uma decisão preliminar seria difícil de acontecer porque os clubes começariam novamente em janeiro com zero pontos. Promete muitas emoções duas vezes, primeiro na briga por classificação para o segundo turno, e depois na briga pelo título e contra o rebaixamento”.

Dentro desse sistema, cada time jogaria 32 vezes, com uma rodada livre em cada etapa da Bundesliga, ao contrário das 34 partidas do modelo atual. “O número total de jogos continua quase o mesmo, então o novo modelo é praticamente sem consequências para a organização. Você não teria que mudar nada, especialmente em relação às competições internacionais”, explicou. Os quatro primeiros colocados do grupo do título iriam para a Champions League. O quinto e o sexto, para a Liga Europa.

Ele acredita que esse novo modelo pode até mesmo beneficiar o Bayern de Munique na Champions League porque o impede de tirar o pé do acelerador quando o mata-mata começar – altura na qual o título da Bundesliga já esteve praticamente decidido nos últimos anos. “Eles não levariam a vantagem para a segunda metade da temporada, mas teriam que trabalhar desde o começo de novo. Por causa do recomeço, estão sob pressão e permanentemente em alto ritmo. Isso poderia ter um efeito positivo nos jogos de mata-mata da Champions. Sob o comando de Pep Guardiola, a gente já via a tensão diminuir e eles foram eliminados da competição”, justificou.

Effenberg também mencionou que chegou a ponderar um sistema de playoffs, com semifinais e finais, mas acredita que o fardo de tantos jogos decisivos junto com a Champions League seria grande demais. Além disso, equipes entrariam de férias em março. “O clube para cedo demais e os jogadores tem muito tempo livre e perdem o ritmo. Isso seria especialmente difícil antes de grandes torneios como a Eurocopa e a Copa do Mundo. Para o clube e o jogador, a pausa seria longa demais antes da nova temporada”, afirmou.

O que acharam da proposta de Effenberg?