Não poderia haver maneira mais enfática de recuperar a supremacia no Campeonato Francês. Neste domingo, o Paris Saint-Germain atropelou o Monaco, por 7 a 1, com quatro gols no primeiro tempo, e confirmou a conquista do seu sétimo título da Ligue 1. Com uma goleada impiedosa contra o atual campeão e o segundo colocado.

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A diferença no placar realmente representa a distância do PSG em relação ao resto do campeonato. Após um período de transição, por ter perdido alguns dos seus principais jogadores, o Monaco se reagrupou e estava invicto há 17 rodadas da Ligue 1. Soma 70 pontos, dez a menos do que tinha a esta altura da temporada passada.

O PSG, porém, não deu nenhuma chance para os competidores desde a primeira rodada. Começou a campanha com seis vitórias seguidas. O Montpellier foi o primeiro time a conseguir tirar pontos do milionário. Entre o fim de outubro e o meio de março, foram 19 vitórias e as únicas duas derrotas da campanha, para o Estrasburgo e o Lyon.

A quantidade de goleadas também é notável: 6 a 2 no Toulouse, 5 a 1 no Metz, 6 a 2 no Bordeaux, 5 a 0 no Angers, 8 a 0 no Dijon, 5 a 2 no Estrasburgo e 5 a 0 no Metz, além do 7 a 1 contra o Monaco, neste domingo. O mercado, em que vieram Neymar e Mbappé, foi um dos pontos que fez com que a superioridade do PSG aumentasse ainda mais no âmbito doméstico.

Neymar tem números absurdos no Campeonato Francês. Em 20 partidas, marcou 20 gols e deu 14 assistências. Participou de quase dois tentos do seu time a cada jogo. Mbappé também foi muito bem, com 13 bolas na rede, e Cavani ainda mais, artilheiro do certame com 25 gols.

Di María é outro que merece aplausos. Substituto imediato do trio de ataque durante boa parte da campanha, correspondeu sempre que foi necessário. Foi titular em 13 das últimas 14 rodadas da Ligue 1, com nove gols nessas partidas, inclusive dois na goleada deste domingo contra o Monaco. Lo Celso teve as suas oportunidades e começa a se desenvolver em um grande jogador.

A discussão é se essa superioridade parisiense é boa ou ruim para o Paris Saint-Germain. Claro que ser campeão com facilidade é o que todos buscam, mas a falta de competitividade no dia a dia também pode atrapalhar a equipe nos grandes jogos da Champions League. Porque a França já ficou pequena para o PSG. A cobrança agora é por grandes campanhas europeias, e é por isso que, mesmo campeão, Unai Emery não deve continuar no comando da equipe.

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