Christian Pulisic é o maior talento produzido pelos Estados Unidos em muito tempo. Aos 19 anos, já coleciona atuações brilhantes pelo time nacional e uma grande decepção. A seleção americana ficou fora da Copa do Mundo pela primeira vez desde 1986. Uma dor que demorará para passar e mais pressão nas costas de um jovem jogador do qual o país espera muitas coisas no futuro.

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“Eu diria que as expectativas que alguns americanos colocam em mim são grandes demais. Mas eu não encaro dessa forma. Eu sei que ninguém tem más intenções ou quer colocar pressão demais em mim. É mais ou menos o que fizeram no passado. Muitos países fazem isso”, disse, em entrevista à ESPN americana. “A dor nunca realmente irá embora. Acho que nunca realmente irá embora enquanto eu não estiver em uma Copa do Mundo. Demorou um tempo, mas segui em frente e acho que isso é realmente importante. Me ajudou a me concentrar apenas no meu clube e fazer o que posso aqui, sem isso em mente”.

Pulisic conta que precisou lidar com gozações dos colegas de Dortmund quando retornou da eliminação da seleção americana. “Sempre há jogadores que fazem piada, claro. Felizmente, eu não era o único jogador de um time que não havia se classificado. Bem, não felizmente, mas você entendeu o que eu quis dizer. Eu sei que eles gostam de mim. Não estavam sendo maldosos ou algo assim. É normal”, disse.

A derrota americana serviu para iniciar uma grande discussão sobre os problemas do sistema do futebol nos Estados Unidos. Pulisic não acredita que seja o caso de começar do zero, mas de melhorar o que existe. “Acho que se continuarmos fazendo isso, então claro que os jogadores surgirão e haverá novos talentos. Acho que se fizermos isso e construir em cima do que já temos, podemos realmente criar alguma coisa”, afirmou.

No entanto, o jogador se impressionou com as categorias de base da Alemanha e acredita que o sistema americano, em que há contribuições financeiras de pais para que os filhos possam jogar, possa ser um dos problemas dos Estados Unidos.

“Eu estive aqui e vi todos os dias. Eu literalmente passei pelo sistema alemão. Acho que o que aprendi e como aprendi a avançar, quando tinha 17 anos até ter 19, lutando todos os dias com outros jogadores – lutando por um contrato profissional – é algo que definitivamente podemos aprender. É um sistema que eu nunca vi experimentei nos Estados Unidos. Nunca passaria por algo assim e acho que essa é a maior razão pela qual eu cresci tanto como jogador”, encerrou.