A Uefa quer impor multa de € 60 milhões e limitar a inscrição de jogadores dos times que infringiram o Fair Play Financeiro. Manchester City e Paris Saint-Germain são os dois principais times que descumpriram o regulamento e as punições são duras. Os times podem ser limitados a inscreverem 21 jogadores ao invés de 25, não aumentar a sua folha salarial, além da multa. Nesta segunda-feira já tínhamos falado sobre a possível limitação do elenco e multa como formas de punição da Uefa aos infratores do Fair Play Financeiro.

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O Manchester City está lutando contra essa punição, que está sendo proposta pela Uefa. Os clubes deverão aceitar o acordo, ou serão obrigados a passar pelo painel disciplinar, que pode impor punições ainda mais duras. A multa de € 60 milhões vale por três anos. A redução do número de inscritos pode ser um problema sério também, já que a Uefa exige que oito jogadores da lista sejam das categorias de base do país. Ou seja: dos 21 jogadores, oito precisam ter surgido nas categorias de base de times ingleses (no caso do Manchester City) ou franceses (no caso do PSG).

O Manchester City negocia para diminuir as punições e tem até o fim de semana para aceitar o acordo, mas estaria longe de conseguir algum resultado. Nenhum clube deverá ser excluído das competições europeias por violação do Fair Play Financeiro, porque essa é a punição máxima dada e seria imposta apenas a quem infringir a regra mais de uma vez, ou em um valor muito acima do estipulado.

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As restrições são positivas, mas ainda são brandas. A Uefa não considera o valor total do patrocínio do PSG, que tem a Qatar Tourism Authority pagando € 200 milhões por ano para o clube, um acordo onde há uma clara desconexão com o mercado. Basta olhar para o patrocínio que o Manchester United acertou com a Chevrolet, na temporada passada, para estampar a marca de carros americana em sua camisa a partir de 2015: € 64 milhões anuais. A Uefa disse que não aceitará o valor total como receita, só metade. O problema é que € 100 milhões ainda é bem acima do que o mercado parece disposto a pagar, o que ainda é uma vantagem ao clube parisiense.

Vale o mesmo para o Manchester City. O patrocínio do time com a Etihad Airways é de € 60 milhões por temporada, um valor considerado muito alto, já que ao contrário do Manchester United, o time não tem repercussão mundial. Este, porém, deve ser aceito na íntegra pela Uefa.

Aceitar esses valores de patrocínio claramente inflados é um problema que a Uefa precisa lidar, e de forma mais dura. É evidente que essa é a forma mais fácil de repassar dinheiro sem violar a regra do Fair Play Financeiro, e é preciso que a análise seja séria. De qualquer forma, esse acordo proposto para os infratores é um bom começo. Resta saber se a Uefa será dura para não diminuir essa punição e irá de fato fiscalizar para que essas manobras financeiras de patrocínio e outras iniciativas não sejam aceitas tão facilmente.

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