Nem todos os clubes brasileiros estão felizes com o sorteio da Copa Libertadores 2014. Afinal, as bolinhas não foram generosas a todos como para Atlético Mineiro e Cruzeiro. O campeão continental e o campeão brasileiro são os que terão as maiores molezas pela frente na fase de grupos. Enquanto isso, o Flamengo terá um caminho duro pela frente, assim como Botafogo e Atlético Paranaense – se passarem pela pré-Libertadores, claro. E o Grêmio, coitado, precisará encarar o ‘grupo da morte’ desta edição do torneio.

Adversários, distâncias, altitudes: qual o nível de dificuldades que os brasileiros terão pela frente nesta Libertadores? Um a um, analisamos os desafios que cada um terá. Confira o ranking, do grupo mais pesado ao mais sossegado:

* Distâncias calculadas a partir da cidade de origem do clube brasileiro

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Grêmio, Grupo 6

Gremistas comemoram o gol de Werley, o segundo da noite (AFP PHOTO/Jefferson BERNARDES)

A chave mais difícil dessa Libertadores. O Newell’s não é o mesmo time de Tata Martino, mas segue forte e está na disputa pelo Torneio Inicial. O Atlético Nacional é outra pedreira, finalista do Colombiano e em excelente sequência no segundo semestre. E o Nacional, embora não venha tão bem no Uruguaio, é o favorito da passar pela pré, com sua camisa pesada.

Newell’s Old Boys-ARG
Campeão do Torneo Final. Rosário: 31 m de altitude, 930 km de distância
Atlético Nacional-COL
Campeão do Apertura. Medellín: 1.500 m de altitude, 4,8 mil km de distância
Nacional-URU ou Oriente Petrolero-BOL
Melhor na tabela agregada do Uruguaio. Montevidéu: 40 m de altitude, 680 km de distância
Vice-campeão do Clausura. Santa Cruz de la Sierra: 420 m de altitude, 1,9 mil km de distância

Botafogo, Grupo 2

Seedorf orienta o time: camisa 10 jogou muita bola contra o Atlético Paranaense (Foto: Jorge Rodrigues - Eleven)

O temor da altitude será encarado pelo Botafogo logo na fase de grupos, contra o Deportivo Quito. Por sorte, a fase recente dos adversários não é tão boa. Se avançarem, os alvinegros devem ter trabalho para ir às oitavas. Pegarão Lanús ou San Lorenzo, referendado pelo título nacional; Unión Española, que se manteve entre os primeiros no Apertura depois do título no primeiro semestre; e Independiente del Valle, outro adepto da altitude, mas que fechou o ano sem vencer seus últimos seis jogos.

Pré – Deportivo Quito-EQU
Melhor classificado da Serie A sem vaga. Quito: 2.850 m de altitude, 4,5 mil km de distância
Unión Española
Campeão do Transición. Santiago: 520 m de altitude, 2,9 mil km de distância
Argentina 3
Campeão do Torneo Inicial, San Lorenzo ou Lanús – melhor na tabela agregada, se Arsenal ou Newell’s vencer. Buenos Aires: 25 m de altitude, 2 mil km de distância
Independiente del Valle-EQU
Vice-campeão da Serie A.  Sangolquí: 2.500 m de altitude, 4,5 mil km de distância

Flamengo, Grupo 7

paulinhofla

São três tipos diferentes de testes ao Flamengo. O Bolívar, o cabeça de chave mais fraco, ainda possui a altitude de La Paz como trunfo. O Emelec sobrou no Equatoriano e representa o trauma da eliminação rubro-negra em 2012. Enquanto isso, a viagem para encarar o León é longa, um tempero a mais para duelar contra o finalista do Mexicano (com a mão na taça, depois de vencer o jogo de ida) e dono de alguns dos destaques da seleção nacional.

Bolívar-BOL
Campeão do Clausura. La Paz: 3.640 m de altitude, 2,7 mil km de distância
Emelec-EQU
Campeão da Serie A. Guayaquil: nível do mar, 4,5 mil km de distância
León-MEX
Segundo na fase de classificação do Apertura. León: 1.815 m de altitude, 8 mil km de distância

Atlético Paranaense, Grupo 1

Paulo Baier, do Atlético Paranaense: 99 gols no Brasileiro de pontos corridos (Gustavo Oliveira/Site Oficial do Atlético Paranaense)

O Atlético teve um dos piores caminhos possíveis na pré-Libertadores. O Furacão pegará o Sporting Cristal, equipe com tradição e que por dois pontos não foi à final do Peruano. Caso passe, o principal adversário é o Vélez, que não vem de um bom ano, apesar do título na Superfinal contra o Newell’s. O campeão peruano, Universitario ou Real Garcilaso, pode incomodar, embora não seja ameaça. Já o boliviano, seja Strongest ou San José, terá a altitude como trunfo – e os aurinegros ainda contam com um time mais qualificado.

Pré – Sporting Cristal-PER
Melhor do Descentralizado sem vaga. Lima: 154 m de altitude, 3,2 mil km de distância
Vélez Sarsfield-ARG
Supercampeão do Argentino. Buenos Aires: 25 m de altitude, 1,3 mil km de distância
Bolívia 2
Campeão do Apertura, The Strongest ou San José – vice, se o Bolívar vencer. La Paz: 3.640 m de altitude, 2,2 mil km de distância. Oruro: 3.700 m de altitude, 2 mil km de distância
Peru 1
Campeão do Descentralizado, Universitario ou Real Garcilaso. Lima ou Cuzco. Cuzco: 3.400 m de altitude, 2,7 mil km de distância

Atlético Mineiro, Grupo 4

Ronaldinho comemora gol pelo Atlético: ele é o craque do Galo (AP Photo/Bruno Magalhaes)

Dois campeões nacionais que não devem fazer o Atlético Mineiro temer. O Nacional até emenda boas campanhas no Paraguai com frequência, mas não engrena na Libertadores. Da mesma forma, o Zamora é mais um azarão, mesmo depois de conquistar o Venezuelano. O mais temível será mesmo Morelia ou Santa Fe, semifinalista da Libertadores 2012.

Nacional-PAR
Campeão Paraguaio com pior campanha agregada. Assunção: 43 m de altitude, 1,6 mil km de distância
Zamora-VEN
Campeão Venezuelano. Barinas: 187 m de altitude, 4,4 mil km de distância
Monarcas Morelia-MEX ou Independiente Santa Fe-COL
Terceiro na fase de classificação do Apertura. Morelia: 1.920 m de altitude, 7,6 mil km de distância
Melhor no agregado do Colombiano. Bogotá: 2.625 m de altitude, 4,3 mil km de distância

Cruzeiro, Grupo 5

Cruzeiro garantiu título brasileiro com grande campanha (Foto: Washington Alves/Textual)

Caminho livre para o Cruzeiro atropelar na primeira fase. O Defensor foi bem no primeiro semestre, mas hoje é só o 11º colocado no Uruguaio. O peruano que vier sai da decisão com o moral abalado, mesmo com boa campanha para referendá-lo. Pior mesmo deverá ser o chileno, que ainda será decidido. Universidad Católica, que deixou escapar o título e a vaga em um jogo-desempate contra o O’Higgins, é quem vive melhor momento.

Defensor-URU
Vice-campeão do Uruguaio. Montevidéu: 40 m de altitude, 2,1 mil km de distância
Peru 2
Vice-campeão do Descentralizado, Universitario ou Real Garcilaso. Lima ou Cuzco. Lima: 154 m de altitude, 3,6 mil km de distância. Cuzco: 3.400 m de altitude, 3,1 mil km de distância
Guaraní-PAR ou Chile 3
Melhor do Paraguaio sem vaga. Assunção: 43 m de altitude, 1,6 mil km de distância
Campeão da Liguilla. Universidad de Chile, Universidad Católica, Palestino ou Iquique. Santiago ou Iquique. Santiago: 520 m de altitude, 3,1 mil km de distância. Iquique: nível do mar, 2,8 mil km de distância